Texto publicado na Revista Fisioterapia & Pesquisa Faz colocação interessante sobre a prática fisioterapêutica nos casos de Fibromialgia:

…devemos estimular os fisioterapeutas a usarem somente as modalidades que já tenham evidências, tais como os exercícios? Desestimulamos o uso das terapias alternativas e complementares ou recomendamos o profundo conhecimento destas técnicas e a realização de estudos de qualidade para verificar seus efeitos? Como pesquisadores, poderíamos pensar somente na primeira alternativa, ou seja, recomendar os exercícios. No entanto, como clínicos, devemos estimular o profundo conhecimento das modalidades de terapias alternativas e complementares e a realização de ensaios clínicos de qualidade a fim de verificar seus reais efeitos nos pacientes com fibromialgia.

A fibromialgia é definida como uma condição reumatológica que se caracteriza por dor crônica generalizada, hiperalgesia (um estímulo, que normalmente é doloroso, provoca uma dor ainda maior no paciente) e alodinia (dor com estímulos habitualmente não dolorosos), estando ainda presentes sintomas como fadiga, distúrbios do sono, rigidez matinal, cefaleia e parestesias (sensação de adormecimento e formigamento) associados a comorbidades, tais como depressão e ansiedade.

O exercício é a terapia não farmacológica recomendada como o primeiro passo de uma abordagem interdisciplinar. O exercício aeróbico, em especial, apresenta fortes evidências na melhora do bem-estar global, da capacidade física, da dor e da sensibilidade dolorosa à palpação. Fortalecimento e alongamento musculares também são benéficos, porém sem tantas evidências.

Além de tais atividades, cresce o número de fisioterapeutas que fazem uso das terapias alternativas e complementares (acupuntura, massagem, tai chi, ioga, shiatsu, entre outras) no tratamento de condições crônicas de pacientes reumáticos, entre eles os indivíduos com fibromialgia. Contudo, de um modo geral, a eficácia destas práticas ainda está sendo investigada. Portanto, a orientação, recomendação ou utilização de tais modalidades deve ser feita com cautela, tendo em vista a falta de evidências existentes até o momento. As revisões sistemáticas apontam a qualidade dos estudos como uma das grandes limitações.

Fica então a pergunta: devemos estimular os fisioterapeutas a usarem somente as modalidades que já tenham evidências, tais como os exercícios? Desestimulamos o uso das terapias alternativas e complementares ou recomendamos o profundo conhecimento destas técnicas e a realização de estudos de qualidade para verificar seus efeitos? Como pesquisadores, poderíamos pensar somente na primeira alternativa, ou seja, recomendar os exercícios. No entanto, como clínicos, devemos estimular o profundo conhecimento das modalidades de terapias alternativas e complementares e a realização de ensaios clínicos de qualidade a fim de verificar seus reais efeitos nos pacientes com fibromialgia.

(texto retirado do artigo que pode ser acessado clicando no link abaixo)

Fibromialgia: recomendações e possibilidades. Fisioter. Pesqui.,  São Paulo ,  v. 21, n. 4, p. 305,  dez.  2014 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-29502014000400305&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  26  jul.  2016.  http://dx.doi.org/10.590/1809-2950/00000124042014.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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