Videogame faz bem ou mal para o desenvolvimento da criança?

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Os videogames são motivadores fáceis de serem absorvidos pelas crianças. Muitas delas, inclusive, motivadas pelos os pais (que foram as crianças da década de 90). Mas quais os efeitos, benefícios ou malefícios, dos jogos de videogame para as crianças?

A primeira coisa é entender que os jogos de videogame não são todos iguais. Existem os jogos de ação e os de estratégia. Os primeiros exigem do jogador boa coordenação olho-mão, bons reflexos e boa percepção visual. Os jogos de estratégia, por sua vez, exigem boa capacidade de raciocínio abstrato, planejamento, controle de impulsos e conhecimento. Sendo assim, fica claro que a depender do jogo ele influencia habilidades diferentes.

Então, sempre se aprende com videogame? A transferência desse aprendizado das habilidades treinadas mos games para o cotidiano foi pouco estudada. Masss sabe-se, por exemplo, que jogadores de videogames mais experientes tendem a desenvolver novas estratégias de solução de problemas, mas essas estratégias não necessariamente estão relacionadas às habilidades cognitivas treinadas. Ou seja, se o aprendizado é transferido ainda há dúvidas.

E nas crianças pré-escolares? Sabemos que existe a oferta por parte dos pais, o interesse dos filhos e possíveis benefícios em outras idades. Bem, infelizmente, há uma carência de estudos que avaliem os efeitos dos videogames nessa faixa etária.

Em crianças mais velhas e jovens as habilidades visuoespaciais, que sabe-se serem alteradas no uso dos videogames, é bom preditor de sucesso acadêmico em áreas como ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Portanto, videogames podem desempenhar um papel na educação de crianças, em relação à aquisição de habilidades matemáticas.

Depois de ler esses parágrafos, fica claro que é senso comum que existem benefícios, mas eles existem quando feitos de forma moderada e controlada. Excessos fazem mal? Sim! podem causar problemas como a Síndrome da Visão de Computador (CVS), cujos sintomas estão diretamente relacionados ao foco visual prolongado em telas.

E o comportamento? Essa é uma das principais preocupações dos pais. Mas, em linhas gerais, é seguro afirmar que apesar dos videogames violentos potencializarem comportamentos agressivos ou mal-adaptativos (“inadequados”), ainda existem poucas evidências que mostrem que visionam é causa, podendo ser na realidade o inverso: há uma predisposição dessa população em usufruir de jogos violentos.

De uma forma resumida, a literatura indica o que o ditado popular parece já dizer: “a diferença entre o veneno e a cura, é a dose”. Essa frase foi sabiamente dita quando mostramos no nosso instagram @reabme o livro referência para esse post: (aproveita vai lá, se inscreve e compartilha!) 

Imagem: Freepik

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Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE). Especialista em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design e Ergonomia (UFPE). Consultora em Tecnologia para Reabilitação.

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