Veja se você está usando certo sua bengala!!

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Quase ninguém gosta dela, pobre bengala… mas ela pode ser um dispositivo muito útil para dar estabilidade e também  reduzir a quantidade de peso na perna comprometida, dando mais independência a quem precisa. Tantos e tantos idosos andam por aí graças a uma boa bengala!

A facilidade com que as bengalas são vendidas não é a mesma que encontramos  a hora da orientação quanto a melhor forma de usá-las. Caso você ou seu familiar precise de uma bengala, o ideal é que você procure um profissional qualificado em Tecnologia Assistiva (terapeuta ocupacional ou fisioterapeuta) para ele te ensinar a usar e treinar o uso.

Temos aqui algumas orientações básicas quanto ao uso de bengalas:

– Preste atenção na altura das mãos segurando a bengala. As mãos devem estar posicionadas na altura da cabeça do fêmur, de forma que o cotovelo fique discretamente dobrado. Se a altura não é essa, está errado. A bengala não deve ser usada altura da cintura, como muitos fazem!

– Preste atenção na posição da bengala em relação ao corpo. A bengala deve ser posicionada do lado oposto à perna lesionada. Assim, se a perna lesionada for a esquerda, a bengala deve ser usada do lado direito, entendeu? Outro detalhe importante são os pés: a bengala NÃO deve ficar na frente dos pés e sim lateralmente (cerca de 15 a 20 cm dos dedos dos pés).

Atenção: troque a base de borracha regularmente. Não esqueça!

A tentativa de desenho abaixo mostra um pouco do que falamos:

20140207-112247.jpg(Perdoem o desenho… o que vale é a intenção, né? kkkk).

Basta comprar e usar? Não, não é tão simples assim.  Esses equipamentos  precisam ser utilizados de forma correta, do contrário as consequências podem ser dores ou até mesmo  quedas.

Lembrando que essas são orientações básicas que visam esclarecer a importância do uso e do acompanhamento profissional para prescrição e treino dessas tecnologias assistivas. Se você usa ou conhece alguém que use bengala, repasse essas informações.

Fonte: texto traduzido e adaptado de OrthoInfo (2007) – Como usar muletas, bengalas e andadores.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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