Como decorar a casa ou a Clínica para pessoas com demência?

0
5009

Pinturas, quadros, adesivos e até móveis antigos podem remeter ao idoso a vivência de décadas anteriores, evocando lembranças e principalmente promovendo uma sensação de conforto e bem-estar.

Idosos com demência fazem uso de estímulos externos para sua regulação emocional e adaptação a novos ambientes. Muitos idosos (ao mudar-se para uma nova casa) costumam demorar a se adaptar em novos ambientes, ou podem até mesmo não reconhecer o lugar como um lar, já que é diferente a casa que tem na sua memória.

Ambientes especializados no cuidado de pessoas com demência precisam usar de estímulos visuais, sonoros e de outros canais sensoriais para estimular a memória e dar um toque familiar para as pessoas com doença de Alzheimer e outras formas de demência, que hoje representa um segmento significativo e crescente na população.

Ou seja, não é apenas uma questão de design, ter referências antigas pode ser considerada uma característica funcional que torna o ambiente confortável, evoca memórias e incentiva os idosos a falarem sobre suas vivências e experiências.

Especialistas afirmam que a memória das pessoas com demência pode ser desencadeada por meio dos canais sensoriais, ou seja, investir nesses estímulos ambientais pode ser uma boa proposta para dar significado o público idoso.

Pesquisadores dinamarqueses descobriram que pacientes com demência colocados em um ambiente que lhes remetia à juventude foram capazes de evocar mais memórias autobiográficas (sobre vivências pessoais) que outras formas de estímulo.

Embora essa forma de evocar reminiscências não funcione para todos e não reverta a doença de Alzheimer, a adequação ambiental pode melhorar o humor e reduzir a agitação e a perambulação, segundo Ruth Drew, diretora de serviços da família na Associação de Alzheimer.

Estímulos sensoriais são realmente o segredo para fornecer o que chamamos de cuidados de conforto“, disse Marguerite McLaughlin, da Associação Americana de Saúde.

Olga Deacon, (em seus 90 anos), residiu na Easton Home (Filadélfia) e é um dos casos de pessoas com demência que viveram em ambiente modificado e que além de tudo se beneficia desse tipo de estimulação.

Cuidadores contam que muitas vezes ela se senta na cozinha, onde existe uma tábua de engomar antiga e explica rindo como ela costumava ajudar a mãe com a engomar. “Ela sempre me dizia, ‘Isso tem que ser em linha reta, que tem de estar em linha reta.’ Você tinha que fazer os vincos em linha reta “. Segundo a neta Olga, o ambiente desencadeia na avó um estímulo que motiva a conversa que muitas vezes é difícil de se iniciar.

Nos corredores da Easton Home ainda é possível ver paredes “de memórias” com imagens dedicadas a temas como viagem, casamento, paternidade, carros, cães e outros temas que estimulam a conversa entre moradores, funcionários e membros da família. As imagens retratam ainda como era a vida há 60, 70 anos atrás.

Além das imagens, pequenos cartazes oferecem temáticas do tipo: “Como você aprendeu a dirigir?” estão presentes na parede. Na casa ainda é possível encontrar réplicas de calendários e um sistema touch-screen para envolver os idosos em uma ampla variedade de atividades de estimulação por meio comerciais vintages.

OlgaD

Legal, não é mesmo? Para quem trabalha ou cuida de pessoas com demência realidades como esta podem estimular ações que busquem modificações no ambiente e um espaço mais rico de estímulos!

Via: medicalxpress.com

Já assistiu aos nossos vídeos no Youtube? Inscreva-se no nosso canal e não esquece de ativar o “sininho” para receber as novidades!. Te vemos lá! 

Cadernos de exercícios para estimulação cognitiva!!

cadernos

 

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Mais e quase tudo sobre minha história: Ana Leite, formada em Terapia Ocupacional na Universidade Federal de Pernambuco (Brasil). Minha experiência clínica como terapeuta é com a pessoa adulta e idosa com disfunção cognitiva que apresenta dificuldades na realização de suas atividades cotidianas. O processo de tratamento dos meus pacientes sempre envolveu intervenções que visavam a maior participação possível em atividades cotidianas significativas. As ferramentas utilizadas nesse processo incluíam orientações sobre adaptação do ambiente e da tarefa a ser realizada, organização de rotina e estimulação/reabilitação cognitiva. Tenho especialização em Tecnologia Assistiva, onde me instrumentalizei sobre o uso equipamentos e dispositivos que podem aumentar/permitir a funcionalidade. Fiz mestrado em Design, na linha de pesquisa de Ergonomia. Participei do desenvolvimento e validação de uma metodologia de avaliação do ambiente construído (MEAC). Na minha pesquisa estudei as variáveis arquitetônicas do ambiente moradia das pessoas idosas que residiam em ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos). Nesse processo pude acrescentar ao conhecimentos da Terapia Ocupacional esse olhar mais aprofundado sobre o ambiente de moradia. Assim, compreendendo melhor qual o impacto que o ambiente físico/construído possui no funcionamento diário das pessoas idosas. Sou criadora da primeira marca digital, em língua portuguesa, dedicada a produção/divulgação de conteúdo especializado no contexto de reabilitação, reab.me. Produzo conteúdos textuais e audiovisuais através da curadoria de revistas científicas e outras referências técnicas; edito conteúdos de colaboradores, profissionais de reabilitação, de diversas áreas, que escrevem para o reab. Além de assuntos técnicos, escrevo sobre questões relacionadas à saúde mental dos terapeutas, tendo em vista a crescente necessidade de falar de autocuidado e bem estar para os profissionais de saúde. Tema que tem surgido de forma crescente e preocupante nos bastidores de prática clínica e até em pesquisas. O reab.me edita, produz e distribui em loja digital própria (que vocês encontram aqui no site!), produtos para serem usados por profissionais, cuidadores formais e familiares no processo do cuidar. Os produtos desenvolvidos contam com outros profissionais que opinando, através dos seus conhecimentos específicos, e testando contribuem na co-criação desses produtos. Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.