Transtornos da alimentação em crianças com Autismo (Parte 2)

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Quais as causas mais comuns dos transtornos alimentares em crianças com TEA?

  • Alteração Sensorial
  • Rigidez e inflexibilidade
  • Alterações sociais
  • Médicas: Alergias, intolerâncias, transtornos do aparelho digestivo, consumo de substâncias químicas…

As alterações sensoriais podem ser mais comuns, e inclusive resultar em um quadro clínico. As alterações geradas pela conduta normalmente estão relacionadas com inflexibilidade e rigidez, porém, estes aspectos podem ser potencializados por problemas sensoriais, chegando a serem desenvolvidas condutas até obsessivas que alteram gravemente os padrões da alimentação da criança.

Outro aspecto relacionado é a qualidade da comunicação, quanto pior for sua capacidade de comunicação, mais probabilidade da criança desenvolver problemas de alimentação. Quer seja pelo fato de associar algo que não gosta a determinada cor, odor, textura, temperatura…

Em muitos casos os diferentes problemas podem prejudicar a alimentação, resultando em situações realmente complexas.  Outro fator é a carência de tônus muscular  na região do maxilar, que pode ter uma origem diversa:  ausência de mastigação, pois, evidentemente não desenvolve essa musculatura; alterações físicas de caráter médico, que requerem outro tipo de intervenção; aspectos morfológicos, etc…

Outro aspecto está relacionado com o apetite, podemos encontrar crianças totalmente inapetentes, que somado a outros problemas que podem aparecer de forma simultânea, torna mais complicada ainda a hora da refeição. Por outro lado, podemos  também encontrar crianças muito gulosas, que apresentam um elevado nível de ansiedade que só se acalmam comendo (com o risco de  obesidade). E, também encontrar crianças com um nível muito normal de apetite. Ou seja, cada grupo pode apresentar condutas totalmente diferentes ante problemas idênticos. Por exemplo, uma criança com um apetite normal e que apresente alterações sensoriais que dificultem a ingestão de alimentos irá se comportar de forma muito irritável durante todo o dia, provavelmente por ter fome. Porém, esta mesma situação em uma criança inapetente só ficará irritada na hora da refeição. Aprender a identificar estas situações será de grande ajuda na hora de enfrentar esses problemas.

Não obstante, o mais comum é encontrar quadros de hiper – seletividade  e/ou  hiper- sensibilidade. No mais, a combinação de ambos é também bastante habitual, onde os problemas sensoriais potenciam as condutas restritivas.

Hiper- sensibilidade  Ante um quadro de hiper-sensibilidade podemos encontrar condutas tais como:

  • Acumulação de alimentos na boca, sem que a criança se dê conta
  • Pedaços muito grandes
  • Busca sabores fortes (Limão, picante, …)
  • Predileção por alimentos crocantes
  • Paixão por refrescos gasosos
  • Tendência a ingerir a comida ou muito quente ou muito fria
  • Presença de muita baba
  • Dificuldade na hora de limpar a criança
  • Reações exageradas

Em casos de hiper-sensibilidade podemos ver que a criança não se deixa tocar no rosto, principalmente a parte próxima à boca. Por sua vez, escovar os dentes pode se converter em uma tarefa muito complicada pela resistência da criança. Ante alimentos de consistências mistas é comum uma postura  de rejeição, e apresentar reflexos de vômito ao ser forçado. Pode manter a comida na boca durante muito tempo, ou, diretamente cuspi-la, qualquer coisa para não enguli-la.

Em casos de uma hiper- sensibilidade excesiva na zona orofacial será recomendável consultar um especialista para que façam trabalhos específicos de forma que se reduza a reação adversa da criança. Também encontraremos crianças que não suportam ficar com o rosto sujo de comida. Este tipo de intervenção ajudará a criança a não apresentar condutas exageradas ao colocarmos a colher em sua boca, ou quando limparmos seu rosto, etc…

Hiper – seletividade  Ante um quadro de hiper – sensibilidade podemos encontrar condutas tais como:

  • Rejeição absoluta na hora de provar novos alimentos
  • Obsessão por comer sempre o mesmo
  • Fixação com determinadas texturas, sabores, odores, temperaturas,…
  • Obsessão com determinadas marcas ou com as embalagens. Por exemplo, a criança só come uma marca determinada de yogurte, o fabricante muda o desenho da embalagem e a criança não vai mais querer esse yogurte.
  • Predileção por determinados alimentos excluindo todos os demais

A hiper- seletividade alimentar de crianças com Transtornos de Espectro do Autismo (TEA) gera grandes problemas na hora da refeição. A criança se nega a ingerir alimentos que não estejam dentro de sua “lista” de alimentos admitidos, este fato gera uma má qualidade na nutrição da criança e por sua vez um elevado nível de desespero e estresse nos pais e cuidadores.

Outros problemas comportamentais que podemos encontrar  relacionados com sua conduta , é a ingestão de substâncias que não são alimentos, tais como terra, insetos, papéis, fezes… ou também a ingestão compulsiva de alimentos, não apresentando saciedade controlada. Outro problema é o relacionado com a falta de apetite por parte da criança, que transforma a hora da refeição em um verdadeiro e desgastante drama.

Porém, também encontramos problemas clínicos, em alguns casos estes são causados pelas próprias condutas que acabam gerando estes transtornos, os quais por sua vez geram trastornos no aparelho digestivo. Os mais habituais são: dor abdominal; prisão de ventre; diarréia; vômitos (em muitos casos vômitos cíclicos); encoprese; regurgitação e ruminação; intestino irritável; desnutrição; aerofagia; halitose; intestino irritável; … Esta longa lista pode se dar de forma individual ou em forma combinada.

Em muitos casos, os problemas gastro-intestinais têm uma relação direta com os problemas relacionados com a desordem alimentar. Por exemplo, uma má mastigação, alimentação restritiva (só comer yogurtes) ou uma alimentação compulsiva, podem produzir problemas de prisão de ventre, por sua vez condiciona ainda mais a conduta da criança, que deve apresentar uma maior irritabilidade, e como ir ao banheiro virou algo doloroso o evita e agrava ainda mais o problema de prisão de ventre, podendo acabar tendo que ser hospitalizado para poder eliminar as fezes. Por outro lado, encontramos quadros de irritabilidade intestinal associada aos problemas de defecação, quer seja por prisão de ventre crônica ou por diarréias crônicas. Como podemos ver, os problemas vão desencadeando outros ainda maiores que podem adquirir consequências graves.

Dentro dos problemas clínicos também encontraremos as alergias e intolerâncias a determinados alimentos. Esta não é uma questão das mais fáceis, pois em uma criança com uma baixa capacidade de comunicação  descobrir quais alimentos podem lhes ser nocivos não é tarefa das mais fáceis. No caso de alergias severas a reação ante a ingestão de um alimento determinado provocará uma reação visível, porém, nos casos mais leves, descobrir a relação entre um alimento e uma alergia ou intolerância pode ser complicado. Não obstante não devemos confundir alergias com intolerâncias, já que não significa a mesma coisa.

A alergia aos alimentos é uma resposta imune exagerada do organismo quando entra em contato com o alérgino, encontrado em um determinado alimento, produzindo um efeito negativo sobre a saúde. As alergias podem ser permanentes ou temporais, desde níveis leves a severos, podem produzir desde reações visíveis na pele, moléstias digestivas e problema gastrointestinais (diarréias, aerofagia, dor abdominal, irritação intestinal,…) e em casos muito severos choques anafiláticos. Os alimentos que estatisticamente produzem mais alergias alimentares são: pêssego, leite, ovo, melão, pescado, kiwi, tomate, dentre outros.

As intolerâncias, tal qual acontece com as alergias, podem ser leves ou mais graves e permanentes ou passageiras. O consumo de um determinado alimento provoca efeitos adversos na saúde de uma pessoa, que sem apresentar um quadro como o das alergias,  gera um impacto negativo na saúde. As mais comuns tem a ver com produtos lácteos, quer seja uma intolerância a lactose ou  às  proteínas do leite de vaca. A intolerância a lactose pode produzir vômitos, dor abdominal ou gases. A intolerância às proteínas do leite de vaca pode ser passageira e desaparecer com o tempo.

Vale destacar também que muitos remédios podem interferir de forma negativa no processo digestivo e comportamental da criança. Entre os numerosos efeitos adversos que produzem, eles podem ser responsáveis por alterações gastrointestinais que afetam a saúde da criança. Por isso é importante ficar atento, se observar qualquer alteração (diarréias, prisão de ventre, aerofagia, ansiedade ou alimentação compulsiva) procure um especialista para avaliar se o remédio em questão é o mais indicado ou até se poderia substituí-lo por uma intervenção terapêutica.

Aproximadamente 5% das consultas pediátricas estão relacionadas com prisão de ventre e 25% com problemas gástricos, 20% dos casos de dor abdominal estão relacionados com a prisão de ventre. Estamos, portanto, diante de casos mais comuns do que imaginamos, e no caso de crianças com TEA, não é uma exceção.

Fonte: autismodiario.org
Tradução: Denise Eckless
Imagem: doug88888
Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

29 COMENTÁRIOS

  1. Boa noite, primeiramente quero agradecer e parabenizar pela matéria. Meu filho de 04 anos diagnosticado autista leve possui restrições alimentares e sua preferencia é por alimentos secos e crocantes. Gostaria de saber se para uma criança com spectro autista pode-se administar medicamentos para abrir o apetite??? Obrigado.

    • Eu tenho uma criança com 8 anos com diaguinostico tea , quando ele era menor minha esposa sempre falava com o Pedriatra para , passar um remédio para abri o apetite hoje ela esta arrependida pois minha filha esta muito forte, um pouco assima do peso.

  2. Meu filho Bernardo de 3 anos, foi diagnosticado há 3 anos com TEA e ele todos os dias só quer comer arroz, feijão, calabresa e suco amarelo ( maracujá) no almoço e miojo “3 pimentas” por favor, à noite!

  3. boa noite. tenho um filho de 6 anos com autismo e sua alimentação se resume apenas em leite com chocolate. pra piorar ele só aceita tomar em mamadeira. o q eu faço q tipo de profissional devo procurar. tô desesperada me ajude por favor. obrigada

  4. Tenho uma filha que altista, ela Acorda de manha e não quer comer nada! Por ela só come alguma coisa apartir das 17:00horas. E ela enguinha muito. Ñ sei mais o que fazer, e o que oferecer. o unico alimento que ela mais gosta é nescau! Me ajude tenho medo dela ficar desnutrida! Insisto e dou o almoço à força.

    • Mirivane, Um pediatra vai te ajudar muito e também os profissionais de Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Não deixe de procurar ajuda profissional. Abraço.

  5. gostei muito do seu texto. meu filho é super seletivo e por conta disto a alimentaçao dele esta pessima. gostaria de orientaçoes, ja fiz de tudo e nao consigo que ele prove nada. o suco de soja que ele tomava mudou a embalagem e ele se recusa a tomar. nao sei mais o que fazer.

  6. OI mães é totalmente compreensivo a angustia e às vezes o desespero de vocês ao verem seus filhos com uma alimentação tão restrita. Trabalho com TEA (autismo infantil) e esse distúrbio realmente é muito comum e preocupante. Aconselho a vocês que procurem o pediatra de confiança ou um profissional habilitado para ajudá-las, pois dependendo de como alimentos novos são oferecidos podemos piorar o quadro. Fonoaudiólogos e Terapeutas Ocupacionais são essenciais para ajudar a minimizar ou até eliminar a restrição alimentar. Infelizmente não existe uma receita única, é preciso analisar cada caso para fazer um planejamento eficiente.
    Não desistam! É difícil, mas com ajuda é possível adequar a alimentação. Boa sorte.

  7. Tenho um filho de 23 anos com autismo leve , fez ensino médio, está trabalhando mas não consigo controlar sua compulsivamente por comer acorda à noite e come tudo que tiver na geladeira, presunto ,Danone , Bacon , refrigerante. Já tentei não ter nada na geladeira. Então ele passa no mercado no na saída do trabalho e come salgado e refrigerante e põe na conta do pai. Já pedi pra não vender mas os atendentes sempre vendem. Está obeso apesar dos exames de sangue não apresentar nada de ruim . Estou apavorada. Preciso de ajuda ele toma aripiprasol

  8. Meu filho é assim não come frutas, nem legumes, só come oq engorda, oq faz mal já chegou a ter crises de hipoglicemia por rejeitar outros alimentos oferecidos isso esta refletindo em seu colesterol, as vezes perco as esperanças

  9. Meu filho tem apenas 10 meses e , por causa de sua idade, ainda não foi diagnosticado com autismo, embora pai (autismo levíssimo), tias e sobrinha sejam autistas. Por ter refluxo, foram introduzidas papinhas aos seus 5 meses de vida e, dos 7 aos 8 meses ,passou a também comer frutas e tomar sucos. Embora nunca tivesse demonstrado muito interesse por comer, em 30 dias engordou 700g e cresceu 2 cm, mas aos 8 meses decidiu não aceitar outros alimentos que não fossem maçã. Aos poucos, com muito desgaste, insistência e persistência, conseguimos introduzir banana, pera e melão no seu cardápio, além de pão e dois tipos de papinhas industrializadas. No entanto não é sempre que ele aceita comer (nem mesmo os alimentos listados acima) ou então come muito pouco. Gostaria de saber se esse comportamento é sintomático do autismo. Nem a pediatra e nem o gastro sabem explicar o porquê desse comportamento e também não investigam ou encaminham meu filho pra outros especialistas para nos ajudarem com a alimentação do meu filho, o qual está gradativamente perdendo peso e deixou de crescer. (hoje ele está com 10 meses e 2 semanas). Se for autismo, qual profissional eu devo exigir que a pediatra me encaminhe (não moro no Brasil e aqui não posso ir a especialistas sem uma carta do médico responsável)? Agradeço muito antecipadamente a atenção dispensada.

    • Oi Ana, o diagnóstico de Autismo é médico, mas você pode pedir a ele o encaminhamento para um terapeuta ocupacional para que ele avalie as questões sensoriais. Outra coisa é, procure opinião de outros médicos, sempre é válido outros olhares!

  10. Ola, tenho um filho diagnosticado autista…tem 15 anos e a minha luta ja vem de longo tempo…ele tambem tem restricao alimentar…uso da criatividade, paciencia, amor incondicional e a ajuda de profissionais especializados .
    Se eu puder ajudar repassando a vcs as nossas experiencias e evolucoes…estou a disposicao….abraco a tds.

    • Oi
      Tudo bem
      Você pode me ajudar?
      Tenho filho autista com 17 anos, não come só gosta de chocolate com leite, e anda muito agressivo…. não sei mais o que fazer

      • Oi Maria, tudo bem?
        Seu filho já é acompanhado por um Terapeuta Ocupacional? Você pode levar a demanda para ele, talvez seja uma questão de seletividade alimentar, uma questão sensorial… Sobre o comportamento, é importante relatar para a equipe de saúde que o acompanha, tanto para o Neuro quanto para os demais profissionais da Reab, fisio, fono, TO, eles podem criar estratégias para trabalhar essa demanda nas terapias.
        Qualquer dúvida, estamos por aqui! Beijos!

  11. Ola gostaria muito de uma orientaçao,minha filha de 3 anos tem autismo leve,tudo para ela tem um horario certo,nao é de comer qualquer coisa e agora pedi pra eu compra chocolate e toddy,quando dou o chocolate nao dou o toddy e vise e versa,mas dizem que o chocolate agita muito o autista,o que de verdade sobre autismo x chocolate,obrigada

  12. ola tenho um filho de 4 anos que foi diagnosticado com tea estou com dificuldades dr alimentacao ele não come nem arroz nem feijão so batata frita ele faz tratamento com Pscologa ela trabalha muito com ele sobre este aspecto vc acha que a terapia ocupacional vai ajudar?

    • Olá Karina, crianças com TEA têm um quadro sensorial cuja avaliação e orientação de um terapeuta ocupacional é sempre válida! Não deixe de procurar!

  13. Boa noite pessoal! Sou nutricionista e iniciei o acompanhamento de uma criança com TEA e recomendo que procurem um profissional dessa área para auxiliar na conduta nutricional. Acredito ser de muita importância para o sucesso do tratamento pois conseguiremos identificar como e quais os alimentos seja por texturas, sabores ou cores podem ser introduzidos através de um plano alimentar programado. Estou a disposição para contato. Abraço a todos e sucesso!

    • Boa tarde!

      Meu filho de 2 anos e 6 meses foi diagnosticado com TEA.

      Ele era uma criança que se alimentava muito bem até uns 3 meses atrás. Depois que teve uma febre de 40° sem diagnóstico conclusivo (exames de sangue e urina normais), não comeu mais arroz, feijão. Aos poucos foi reduzindo o que comia, e hoje se restringe a comer pera, maçã, bolacha de água e sal, pão francês e bisnaguinha (ás vezes), leite puro sem nenhum aditivo. Uma vez ou outra come macarrão puro ou polenta…
      Eu não sei mais o que oferecer, e como oferecer este alimento. Procurei ajuda com especialistas (nutricionista), mas acho que por falta de conhecimento com crianças com esse tipo de síndrome, nada me ajudaram. Fui orientada a oferecer o alimento e se ele não quiser, não dar mais nada, até ele ceder. Gostaria de uma orientação, pois percebo que ele tem fome, só não consegue comer. O que seria adequado fazer?
      Ele come sozinho e fica (durante a semana) na creche em período integral.
      Na creche não está comendo muito pouco, e neste caso só se tiver esses alimentos que mencionei acimai. Ele já chegou a ficar o dia todo quase comer.
      Gostaria muito de uma indicação de como agir.
      Muito obrigada.

  14. Boa Noite pessoal, sou mae de dois meninos gemeos de 4 anos, sendo que o Arthur tem TGD, faz acompanhamento com psicologa, psiquiatra, neuro, pedi. Faz um ano que iniciou o transtorno alimentar, sendo que os exames de sangue já apontam anemia e imunidade baixa, contudo os profissionais me orientam que ele so vai aprender a comer se eu não ceder aos seus alimentos, mas ele fica sem comer por tempo indeterminado até tomar o leite com chocolate… Sou do RS, grande Porto Alegre e estou desesperada em busca de ajuda… Vi a disposição acima da nutricionista Thereza Cristina… como podemos falar?

  15. Boa noite eu tambem tenho um filho autista 09 anos meu desespero e pela obesidade ja procurei endocrino,faz acompanhamento multidisciplinar incluindo Psicologo Neuro e psiquiatra,a cada medicacao ele aparenta mais faminto ele esta pesando 72 quilos sendo q parei de comprar alimentos.calorocos eu como mae perdi 17 quilos e ele esta ainda obeso,ja nao sei mais o q fazer estou em tratamento de Depressao e sindrome do panico por conta deste problema gravissimo se puder me ajudem obrigada.

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