O prazer de assistir séries e filmes pode se transformar em um “entretenimento produtivo” quando leva as pessoas à conscientização, educação ou reflexão sobre uma determinada temática.

“The Good Doctor” é uma série que tem sido veiculada nas televisões brasileiras e causado impacto por aqui, como causou em outros países. Primeiro na Coreia do Sul, de onde saiu sua versão original de 20 episódios, e depois nos EUA, onde foi rejeitada duas vezes ates de começar a ser produzida.

A repercussão da série deve-se a temática do Autismo, que tem recebido bastante atenção da mídia nos últimos tempos. A série tem se mostrado um meio de conscientizar sobre o transtorno através da história do seu protagonista, Shaun Murphy, um médico no espectro que usa “seus dons extraordinários”, como a memória fotográfica, para salvar vidas.

Sobre mostrar “dons extraordinários” já lemos algumas críticas que não apoiam a caracterização, tendo em vista que nem toda pessoa dentro do espectro tem um alto funcionamento. No entanto, a série mostra também a Síndrome de Savant: caracterizada desenvolvimento de altas habilidades, mas com dificuldades pontuais. Um exemplo prático é de uma pessoa que consegue realizar grandes cálculos de cabeça, mas tem dificuldade de abotoar uma camisa ou amarrar sapatos.

Críticas negativas à parte, a mensagem de que é possível estar socialmente inserido, ter uma carreira e relações importantes é com certeza a que repercute “mais alto”.  A representatividade é uma outra vertente que leva muitas pessoas a divulgarem a série. E, que bom, que muitos se sentem representados de maneira legítima.

E você, tem algo a dizer? Comenta!

A série está disponível no GloboPlay.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

3 COMENTÁRIOS

  1. É cansativo quando todos os conhecidos mandam mensagens o dia todo comentando e obrigando a assistir seriados e filmes com o tema. Assim como é exaustivo quando se escuta de alguém que o portador de TEA “é assim e assado, e não tem jeito”. Independente da pessoa ser neurotipica ou não, cada um brilha à sua maneira. Generalizar nunca é bacana.

  2. Detestei a série, tem uma agenda esquerdista, aborda temas e discursos pré-moldados, incentiva a mentira e exalta o orgulho. Lamentável, adoro séries médicas e tbm o ator Freddie.

Deixe uma resposta para Edinilza Cancelar resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.