Terapia Ocupacional na Escola: Novas Possibilidades de Atuação #Parte2

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Como o terapeuta ocupacional atua na escola?

A postura de colaboração deve ser a tônica da relação com a equipe escolar. Desde os profissionais da limpeza, administração, equipe pedagógica até a diretoria e as famílias, todos podem contribuir para a inclusão de fato de todos os alunos; inclusive, os que apresentam dificuldades no desempenho ocupacional. A contribuição de TODOS deve ser considerada no processo.

O terapeuta ocupacional pode:

  • Avaliar, identificar, analisar e intervir nas demandas gerais de acessibilidade na escola para atender toda a comunidade escolar
  • Fazer a mediação dos processos de escolha e implementação de adaptações razoáveis para melhorar o ambiente ou a tarefa
  • Selecionar, capacitar e orientar os profissionais de apoio escolar
  • Colaborar com a elaboração e execução do Plano de Desenvolvimento Individual do aluno
  • Participar dos processos de formação continuada de toda comunidade educativa
  • Colaborar para a implementação das políticas de processos de inclusão escolar
  • Fazer parte da equipe do serviço do atendimento educacional especializado 
  • Participar da implantação e implementação dos recursos de tecnologia assistiva e comunicação alternativa necessários, entre outras ações.

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O que o terapeuta ocupacional não deve fazer na escola?

Considerando que a escola é um ambiente exclusivamente pedagógico, o T.O. não deve utilizar protocolos para avaliação, técnicas ou procedimento utilizados no ambiente clínico, com intuito de reabilitação. A escola não é um ambiente preparado para este tipo de atendimento e nem deve ser, já que este não é o papel dela. 

É importante ressaltar, além disso, que para a realização destes procedimentos, seria necessário retirar o aluno do contexto de aprendizagem de sua turma, o que seria uma prática notadamente excludente.

A avaliação do desempenho ocupacional na escola deve ser realizada por observação nos diversos ambientes – sala de aula, refeitório, biblioteca, pátio, etc. – e através dos relatos da equipe escolar, do próprio aluno e seus familiares.

Caso seja identificada a necessidade de intervenções clínicas, é prudente que o terapeuta ocupacional oriente a equipe escolar e a família sobre o fato e encaminhe o estudante para o atendimento com outro colega de profissão. Isto é necessário para evitar conflitos éticos e de interesse.

É preciso estar atento, ainda, para evitar propostas de intervenção escolar que retirem o aluno das atividades escolares com os pares. É comum perceber que o aluno poderia realizar melhor algumas tarefas se estivesse sozinho ou em ambiente reservado com a supervisão de um profissional de apoio. 

Neste momento é preciso verificar quais os benefícios e prejuízos, que este distanciamento pode acarretar. Muitos alunos com dificuldades importantes de concentração preferem realizar avaliações em uma sala sozinhos, porque se distraem com muita facilidade na sala de aula com os colegas. Como o foco neste momento seria a avaliação, não haveria muitos problemas. 

É necessário sempre questionar até que ponto a proposta promove uma adaptação de fato necessária ou se causa mais distanciamento ou até exclusão, o que não é desejável.

(Leia mais: Terapia Ocupacional na Escola: Novas Possibilidades de Atuação #Parte1)

Vamos à campo!

A compreensão de que a educação é um direito de todos tem avançado nos últimos anos, mas a prática nas escolas tem deixado a desejar. A Terapia Ocupacional com a sua compreensão da atividade, do contexto e dos fatores do cliente pode contribuir muito com o saber pedagógico e promover uma educação mais respeitosa, que acolha e aceite a diversidade. 

Por tanto, a atuação do terapeuta ocupacional nos contextos escolares é uma possibilidade real e necessária e tende a crescer consideravelmente nos próximos anos.

Ariadne Esther de Paula | terapeuta ocupacional IG: @tonainclusao | FB: tonainclusao | Youtube: Tô na Inclusão | www.tonainclusao.com.br

(O conteúdo acima foi escrito pela autora do post; recomendamos para a verticalização e compreensão aprofundada de conteúdos a busca em trabalhos científicos ou publicações; bem como, a busca por profissionais para esclarecer dúvidas. Combinado?)

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