Terapeuta Ocupacional: como compreender o significado de uma atividade?

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Para um terapeuta ocupacional é fundamental compreender o significado das atividades para o cliente. Afinal, o significado cria uma estrutura motivacional que é determinante para engajar o cliente na atividade/ocupação; o que significa não apenas começar, mas continuar e finalizar aquela atividade/ocupação.

Aqui não vamos entrar na complexa discussão de autores sobre os conceitos que envolvem os termos ocupação e atividade; aqui é necessário “somente” a consciência que seja qual for a atuação do terapeuta ocupacional é necessário que haja uma conexão entre o que está sendo realizado na intervenção e o desempenho da pessoa nas atividades que são significativas e esperadas para a idade e papéis que ela têm.

Ter um paciente engajado e motivado é fundamental para o melhor desempenho possível de quem está sendo tratado. Logo, o profissional de Terapia Ocupacional é obrigado a compreender o significado das ocupações, a partir da perspectiva do cliente.

(Leia: Como descobrir o que o idoso com Alzheimer gosta? Ajudando a definir as atividades para estimular o idoso!)

O significado das atividades é construído e interpretado de maneira individual. Diferentes experiências, valores e crenças tornam o significado um aspecto complexo para prática do terapeuta; e essa complexidade é potencializada pelas diferenças culturais e socioeconômicas entre os profissionais e seus clientes.

Sendo tão importante o significado da ocupação, e compreendendo que ele é individual e resultado de uma série de variáveis pessoais, sociais e ambientais, como o terapeuta ocupacional pode se apropriar do significado das ocupações?

Um dos instrumentos para alcançar essa compreensão é a análise da atividade e a análise ocupacional (caso você não tenha “intimidade” com essas duas perspectivas, recomendamos que leia o capítulo 35 do Willard & Spackman – um dos livros de base para a T.O). Ao analisar a atividade e compreender as demandas potenciais de uma atividade, mas de forma mais profunda analisar as ocupações de forma individual pode ajudar na compreensão do significado para o cliente.

Um outro ponto, também de responsabilidade do terapeuta é desenvolver relações terapêuticas que estimulem a compreensão dos seus clientes e de seus mundos de forma individual.

Fonte: Willard & Spackman (2011)

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

1 COMENTÁRIO

  1. Bom Dia Ana!
    Sou Maria do Carmo Buonafina Pinheiro, conhecida como Carminha. Sou Terapeuta Ocupacional também, desde 1992. Atuo na área de Saúde Mental. Estou gostando muito de ler suas postagens.

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