Tecnologias usadas na avaliação do ambiente domiciliar

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Fonte: http://www.sweethome3d.com/pt/gallery.jsp

Avaliações domiciliares realizadas por terapeutas ocupacionais podem identificar perigos e prevenir quedas. No entanto, elas podem não ser realizadas devido ao tempo limitado ou longas distâncias entre o local de trabalho do terapeuta e a casa da pessoa. Como solução, o desenvolvimentos em tecnologias (e uso das tecnologias já existentes) podem superar essas barreiras e melhorar a qualidade do processo de avaliação domiciliar.

Esta revisão publicada no British Journal of Occupational Therapy (2018) mostra que tem havido uma adoção limitada de tecnologias de informação e comunicação (TIC) nas avaliações domiciliares. A pesquisa citada mostra que a concordância entre os métodos tradicionais e os métodos de avaliação de base tecnológica é alta; no entanto, a avaliação em casa tradicional permanece mais sensível à detecção de perigos potenciais.

No entanto, sabemos que as tecnologias estão se estabelecendo de forma crescente e o uso acelerado e intenso pela Pandemia por COVID-19 está nos dando a oportunidade de usar as TIC de uma forma expandida e perceber os benefícios e a facilidade deste uso. Muito provavelmente, essa realidade (Pandemia) esteja deixando ainda mais claro o que o artigo citado acima coloca “Tanto o desenvolvimento de novas aplicações quanto o uso de tecnologias já existentes têm o potencial de aprimorar o processo de avaliação domiciliar da terapia ocupacional.”

Até a data do artigo, existiam poucos estudos na área de avaliação domiciliar em T.O apoiadas por TIC, sugerindo adoção limitada na prática clínica. Um dos softwares mostrados no artigo foi o programa Sweet Home 3D.

Segundo a publicação, o Sweet Home 3D foi avaliado em dois artigos de pesquisa (Atwal et al., 2013; Atwal et al., 2014). No artigo publicado em 2014, sete terapeutas ocupacionais que trabalham com pessoas idosas no Serviço Nacional de Saúde (Reino Unido) testaram o programa.

O teste envolveu projetar o interior de uma sala e, em seguida, inserir equipamentos de assistência. Os terapeutas ocupacionais foram convidados a “pensar em voz alta” durante o teste do aplicativo (Atwal et al., 2014). Houve algumas dificuldades técnicas na operação do software (como ‘pegar’ ou ‘selecionar’ móveis para mover) e os terapeutas recomendaram a inclusão de dispositivos auxiliares adicionais (Atwal et al., 2014).

O artigo publicado em 2013, descreveu grupos de foco em relação à utilidade clínica do aplicativo Sweet Home 3D (Atwal et al., 2013). Os terapeutas que testaram o programa relataram que as imagens poderiam servir como um bom auxílio visual para fornecer aos clientes uma melhor compreensão das modificações propostas. Eles sentiram que a aplicação permitiria um maior envolvimento da perspectiva do cliente e acreditaram que isso capacitaria o cliente a participar de forma mais eficaz na tomada de decisões sobre possíveis modificações.

Os terapeutas que participaram do grupo focal relataram um atitude positiva em relação à tecnologia e sugeriu que o aplicativo poderia ser usado no processo de alta hospitalar. Eles a viam como uma ferramenta que poderia melhorar seu status dentro da profissão de saúde e melhorar a comunicação, mas não como uma ferramenta que deveria substituir o papel da terapia ocupacional (Atwal et al., 2013). No geral, os terapeutas consideraram o aplicativo positivamente, mas identificaram as mudanças necessárias para implementar o aplicativo na prática de rotina.

E você, o que acha de tecnologias no processo de avaliação domiciliar?

Fonte: clique aqui! 

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