Tecnologia Assistiva: o “Bê a bá”!

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A conceitualização da Tecnologia Assistiva a compreende como qualquer item, parte de um equipamento ou equipamento assistivo, adquirido comercialmente, modificado ou personalizado, usado para melhorar a capacidade funcional de uma pessoa com deficiência, de acordo com a Assistive Technology Act, de 1998.

É reconhecido que o uso de um equipamento assistivo pode auxiliar a pessoa com deficiência na participação de suas atividades de vida diária; básicas e instrumentais, a fim de que esta atinja o seu potencial de independência máximo.

Mundialmente, existem sete diferentes categorias de Tecnologia Assistiva e que tem sido o foco de intervenções clínicas e de pesquisas. São elas: a adequação postural em cadeira de rodas, a comunicação alternativa, as adaptações que facilitam o acesso ao computador, as adaptações veiculares, os equipamentos usados para esporte e recreação, as adaptações no meio ambiente (residencial, escolar, trabalho) e as adaptações cognitivas.

O modelo mais usado para descrever a Tecnologia Assistiva, conhecido como Human Activity Assistive Technology Model (HAAT Model), define que, para que o terapeuta faça uma avaliação do equipamento asssitivo mais apropriado para a pessoa com deficiência, o meio ambiente deve ser o primeiro fator a ser levado em consideração. A integração entre o cliente, a atividade a ser realizada e o equipamento devem estar em harmonia, portanto: ONDE a pessoa com deficiência necessita melhorar o desempenho e COMO ela necessita que esta atividade seja facilitada são considerações fundamentais para o sucesso do uso do equipamento, uma problemática mundial. Outro ponto muito importante está em contemplar o “client-centered approach”, isto é, uma abordagem que seja centrada no cliente. Um elemento chave durante o processo de avaliação consiste em possibilitar ao cliente a experimentação dos equipamentos antes que estes sejam prescritos. Um bom relacionamento com os fornecedores dos produtos e os terapeutas é fundamental. Logo, os terapeutas devem conhecer os produtos disponíveis, testando-os com os seus clientes e fazendo os ajustes necessários, o treinamento e o acompanhamento quanto ao seu uso.

Cada vez mais, o avanço tecnológico tem impactado diretamente no desenvolvimento de equipamentos assistivos, o que ilustra o crescente desenvolvimento de pesquisas e intervenções inovadoras. O aparecimento dos “smart phones” e dos “tablets” e seus aplicativos colocou os aparelhos assistivos num outro patamar tecnológico. Pessoas com deficiência, que necessitam especialmente de equipamentos que os auxiliem com a comunicação, memória, planejamento das atividades diárias entre outras tarefas, podem se bene ciar com estes equipamentos no desempenho de atividades cotidianas de forma independente e funcional.

Esse texto faz parte do Editorial dos Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar que, nesta edição (Cad. Ter. Ocup. UFSCar, São Carlos, v. 21, n. 1, p. 1-2, 2013 http://dx.doi.org/10.4322/cto.2013.001), traz um Dossiê dedicado à Tecnologia Assistiva.

( A imagem deste post é parte do símbolo internacional de acessibilidade)

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Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE). Especialista em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design e Ergonomia (UFPE). Consultora em Tecnologia para Reabilitação.

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