Soluções para as roupas de crianças com disfunção de Integração Sensorial

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Vestir e manter-se com uma roupa pode ser um desafio para uma criança com disfunção de Integração Sensorial, encontramos algumas dicas que podem ser úteis para os pais na hora de comprar e escolher as peças de vestuários dessas crianças.

Antes das dicas vale ressaltar que precisamos sempre conversar com o terapeuta ocupacional da criança sobre as dúvidas relacionadas sobre o desempenho nas atividades porque cada criança é única, bem como o contexto, a cultura, o ambiente e a família que ela pertence. Se você já está consciente disso e ficou curioso pelas dicas, olha só:

Dê preferência a roupas sem detalhes que podem incomodar: por exemplo, se possível, escolha camisas sem gola e blusa sem apliques pois o verso pode ser rígido, texturizado ou causar um “prurido” na pele.

Roupas sem etiquetas e costuras: crianças com disfunção de processamento sensorial podem achar insuportável uma etiqueta de camisa arranhando ou uma costura desalinhada da meia. Procure roupas sem etiqueta e sem costura ao fazer compras.

Roupas pesadas: se o seu filho se sentir confortável com esse sentimento de “casulo”, tente vesti-lo em camadas. Uma camiseta, moletom com capuz e colete podem parecer melhores para o seu filho do que, digamos, um suéter leve e abotoado.

Roupas que não estão no tamanho certo: se a cueca boxer incomodar seu filho quando ele estiver levantando a perna, opte por uma cueca. Para as meninas, encontrar um sutiã que caiba sem escorregar pelos ombros, um sutiã esportivo (tipo “nadador”) pode ser uma aposta segura.

Roupas sem fixadores complicados: a disfunção de processamento sensorial pode afetar as habilidades motoras das crianças. Isso pode dificultar e frustrar em tarefas como amarrar, abotoar ou fechar as roupas. Opte por prendedores de velcro quando possível (e se necessário). Para essas adaptações não deixe de procurar um profissional de Terapia Ocupacional.

Roupas de materiais naturais: roupas feitas de materiais sintéticos podem desencadear uma “coceira” nas crianças com disfunções táteis. Considere comprar tecidos naturais e respiráveis.

Você tem alguma experiência que gostaria de compartilhar? Lembre-se que sempre é necessário um acompanhamento de um profissional que personalize as orientações, certo? Internet é para informação e não prescrição!

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FONTEOccupational Therapy Insights
Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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