As atividades cotidianas são responsáveis por nossa felicidade e também o que mantém nosso “cérebro ativo, ‘tinindo’, estimulado, trabalhando” (ou qualquer outra palavra que indique ação daquelas células maravilhosas que são os neurônios). Isso é fácil para você concordar ou perceber?

Pois em alguns momentos é difícil “colocar na cabeça”, conscientizar quem cuida o quão importante essas “pequenas participações” são para o cérebro do paciente (e de todas as partes dele e do corpo). Remédios são fáceis de serem valorizados, se envolver em atividades pode ser o maior desejo do paciente, mas é difícil para alguns familiares ver sentido no quão benéfico é o envolvimento em partes de tarefas significativas, como fazer o bolo para os netos ou ser criança estar “simplesmente” ao lado de outras crianças em uma tarde no parquinho.

Sim, eu sei que exige tempo, exige planejamento de todas as ordens (do que vai participar, como vai fazer, etc) e paciência do cuidador deixar quem está em processo de cuidado se envolver em partes de atividades. Exige do cuidador que já é tão exigido em tantos momentos… eu sei.

No entanto, cabe a nós que estamos com essas famílias (do consultórios às redes sociais ) lembrarmos da importância do deixar fazer; ser explícito, concreto e mostrar de forma prática os motivos de ser importante. Lembrei de uma professora querida (viva a Aneide!) que sempre nos dizia: “Não diga ‘é importante’ diga porque é importante!”. O despertar sobre o simplificar atividades, adaptar as tarefas para o que é posssível para o paciente e ressignficar o que é o “fazer” estão sendo exploradas no novo material do reab para idosos. E eu gostaria muito que fosse usada como instrumento na educação dessas famílias que amam tantos seus entes queridos… mas até lá fica aqui esse texto que convida todo mundo a pensar nisso e a colocar as famílias para pensar também.

Se você não conhece nosso canal no youtube, clica aqui e vai ver mais! =)

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.