Robô humanoide começa a ser usado no tratamento de pessoas com Autismo

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O NAO tem 57 centímetros de altura,  duas câmeras, quatro microfones, dois alto-falantes e sensores espalhados pelo corpo que é revestido de material plástico.  Uma tecnologia francesa que parece um brinquedo, mas é considerado um dos robôs mais avançados, capaz de reconhecer comandos de voz, gestos e toques.

Se você é interessado pelas tecnologias que podem beneficiar pessoas com Autismo, o NAO parece ser uma grande novidade neste sentido. O pequeno robô humanóide, desenvolvido pela Aldebaran Robotics, pode ajudar a melhorar a interação de pessoas com Autismo. A empresa mostrou, por meio de estudos, que algumas crianças com Autismo obtiveram um aumento de 30% nas interações sociais e uma melhor comunicação verbal na presença do NAO. Os estudos também mostraram que estas melhorias podem estender-se a interação com os pais e terapeutas.

Colocado em prática em alguns países, o NAO chegou no Brasil e foi utilizado em 4 pessoas da ONG Gaia (Grupo de Apoio ao Indivíduo com Autismo) em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. A experiência foi aprovada por profissionais, como a terapeuta ocupacional Juliana Janei, que relatou a repostagem da Info/Exame: “O que vemos neste primeiro contato é que, além da interação, o Daniel (paciente da ONG) gostou da companhia.” O garoto, de 17 anos, manteve o contato com o robô para continuar a ouvir música.

O NAO foi desenvolvido com jogos educativos que estimulam a comunicação verbal e não-verbal, a inteligência emocional e as habilidades acadêmicas mais básicas, de acordo com a Aldebaran. Possui também um pacote de Aplicações inspiradas em métodos comumente praticados na educação especial (ABA, PECS, TEACCH, Denver, SCERTS) para proporcionar um aprendizado mais profundo na sala de aula.

A interação do robô com o ambiente também é algo que chama atenção. No quesito mobilidade, o NAO pode andar em uma variedade de superfícies de pisos, tais como acarpetados, azulejos e pisos de madeira; podendo até fazer a transição entre estas superfícies enquanto mantém o equilíbrio. O NAO é ainda capaz de detectar e reconhecer de faces e formas no ambiente graças aos algoritmos nos quais foi programado. Assim, o robô pode reconhecer quem está falando com ele ou encontrar objetos, como uma bola ou, eventualmente, objetos mais complexos. O NAO é capaz de localizar a direção e reconhecer os sons devido ao seu sistema de microfones e áudio com uma super tecnologia. Equipado com sensores de contato o NAO que podem ser acionados para programar ações complexas e também um sistema capaz de reconhecer obstáculos e indicar a presença de um objeto.

Com todas essas “capacidades sensoriais e motoras” o NAO promete ser um grande recurso para estimular a interação social de pessoas com Autismo.

Caso você queira mais informações sobre o NAO, clica aqui!

Separamos um vídeo que vocês podem saber um pouco sobre o desenvolvimento do NAO e também ver a interação do robô com as crianças (a partir de 1 min. e 25 seg. de vídeo). Confere!

Qual sua opinião sobre a aplicação de recursos de alta tecnologia para pessoas com Autismo? Comente!! Sua resposta pode gerar pensamentos e debates importantes no tratamento de pessoas com Autismo.

Imagem: divulgação

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Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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