Proteínas serão enviadas ao espaço para estudar doenças como o Alzheimer e o Parkinson

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Algumas das crenças sobre o que causa a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson podem estar erradas, e levar algumas proteínas em um experimento na Estação Espacial Internacional pode mostrar isso, dizem os pesquisadores do Kennedy Space Center da NASA, na Flórida.

Cientistas da Kennedy, trabalhando com um investigador pioneiro no Instituto de Tecnologia da Flórida (FIT), pretendem enviar um conjunto de proteínas para a estação espacial, onde o material seria manipulado sem a influência da gravidade.

Sua hipótese é de que a doença de Alzheimer e outras doenças, incluindo aquelas que se desenvolvem por lesões em esportes, não ocorrem porque as proteínas normais são corrompidas, mas porque com o envelhecimento, ou depois de concussões repetidas, as mudanças que ocorrem dentro do cérebro levam certas proteínas a se unirem de forma a sufocar as células do cérebro, privando lentamente uma pessoa de suas memórias e funções cerebrais.

David Tipton, diretor médico da Kennedy, disse:

“Acreditamos que pode ser um processo químico coloidal, em vez de um processo bioquímico. A Nasa tem formação e experiência em química coloidal e química cristal, por isso esta é uma oportunidade perfeita para a experiência da NASA.” O estudo pode ser usado para avaliar se esta teoria é válida e, assim, permitir uma abordagem diferente das indústrias farmacêutica e médica, chegando a novos tratamentos para essas doenças”.

A pesquisa só pode ir tão longe da Terra porque a gravidade mantém as estruturas de proteínas unidas e, além disso, faz com que elas cresçam.

Os cientistas querem enviar um recipiente que contém as proteínas para a Estação Espacial Internacional para descobrir se os filamentos de proteína crescem como os pesquisadores esperam. Se a teoria estiver certa, as proteínas devem se agregar em estruturas maiores do que são vistas na gravidade normal da Terra.

A equipe vem trabalhando com cientistas da NASA, em Ohio, que construíram várias experiências anteriores que examinaram processos coloidais no espaço.

“Em gravidade zero, essas interações coloidais pode ocorrer muito mais rápido porque a gravidade não está puxando o colóide de suspensão”, disse Tipton. “Na doença de Alzheimer leva 20, 30, 40 anos. Se você esperar 20, 30 ou 40 anos a investigação não vai ser rápida”.

Os pesquisadores estão confiantes que sua teoria está no caminho certo para detectar a causa das doenças cérebro-incapacitantes.

“Na grande maioria das pessoas que recebem  o diagnóstico de Alzheimer, nenhuma alteração genética é identificada”, disse um dos pesquisadores.”As proteínas são de fato geneticamente normais, portanto, algo mais deve ser o fator determinante em causar agregação. Acreditamos que deve ter algo relacionado com as forças coloidais.

Fonte: nasa.gov

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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