A maioria das consequências da prematuridade foram notadas na fase da educação secundária (entre 11 e 18 anos de idade), segundo pesquisa recente que estudou a prematuridade além da primeira infância.

Os resultados mostraram que as crianças prematuras tiveram pontuações menores em uma série de avaliações cognitivas, como o coeficiente intelectual, e em provas de habilidades motoras, de leitura, ortográficas e de rendimento em matemática. E, a maioria desses efeitos se mantiveram até a educação secundária. Além disso, esse público demonstrou ter o dobro de probabilidade de ser diagnosticado com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e mostraram menor rendimento em tarefas de memória e velocidade de processamento, quando comparadas a crianças nascidas a termo.

A pesquisa de revisão sistemática avaliou cerca de 74 estudos, que ao todo somaram 64.061 crianças nascidas entre 1980 e 2016; destas foram consideradas ‘prematuras extremas’ as nascidas com menos de 28 semanas, ‘muito prematuras’, as entre 28 e 33 semanas de gestação e os ‘prematuros tardios’ entre 33 e 36 semanas de gestação. As crianças foram avaliadas em diferentes fases de seu desenvolvimento, passando por uma bateria de testes que avaliaram seus aspectos cognitivos, intelectuais, testes de habilidades motoras e desempenho escolar (leitura, escrita e matemática).

Para ter acesso ao estudo completo, clique aqui: Cognitive, motor, behavioural and academic performances of children born preterm: a meta-analysis and systematic review involving 64 061 children. [BJOG 2018; 125: 16-25].Allotey J, Zamora J, Cheong-See F, Kalidindi M, Arroyo-Manzano D, Asztalos E, et al.

Imagem: Freepik

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