Pesquisas sobre Alzheimer: tanta informação e pouca cura

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Há uma variedade desconcertante de pesquisas sobre as causas da doença de Alzheimer, e pode parecer que pouco progresso está sendo feito na busca de uma cura para esta doença debilitante.

Os leitores que acompanham as notícias sobre esse tema podem estar cansados de de tanto ler sobre o que poderia ser a cura da demência (e isso é um fato, não é?? quase todo dia saem pesquisas com “a descoberta do dia para a cura da DA”).

De acordo coma  BBC News, o aumento da cobertura sobre os esforços para investigação internacional que visa “a derrota” da demência só deve ser saudada. É verdade que algumas das histórias que lemos podem simplificar a investigação ou outros achados podem extrapolar um pouco o otimismo que se deve ter em relação às pesquisas, mas o fato é que essas histórias indicam que as pesquisas sobre demência não são mantidas sob sete chaves e estão sendo feitas.

Com a sociedade disposta a falar abertamente sobre como demência a afeta ou afeta diretamente suas famílias há um lobby de crescimento para receber financiamento para a investigação da doença.

A verdade é que temos os melhores pesquisadores do mundo envolvidos na pesquisa da cura do Alzheimer e isso, provavelmente, pela visibilidade social da doença. Mas e porque até agora não conseguimos?? Provavelmente por conta dos financiamentos. O Estado tem que gastar muito com as consequências da instalação da doença e os investimento nas pesquisas acaba por diminuir ou ser menor do que deveria/poderia.
Os cientistas dizem que as últimas peças do quebra-cabeça sobre a doença de Alzheimer pode estar bem ali, ao virar da esquina, no entanto não se consegue chegar lá. Mas não se trata de exigir direitos, cientistas de lugares, como o Reino Unido, têm ambições de acompanhar as recentes melhorias na compreensão da composição genética da doença de Alzheimer e chegar à cura. Sendo assim, se for utilizado o potencial completo dos cientistas (ou seja, se for dado $ a eles!!), novos tratamentos podem estar bem ali, ao virar da esquina e nós, no mundo globalizado que vivemos, saberemos rápido.
P.S: Parei para ler essa reportagem da BBC News (completa: clica aqui) porque eu sou um dos leitores que faz: “outra provavel descoberta para a cura?”, toda vez que vejo uma notícia nova. E, esse post me fez ver o outro lado da moeda: que bom que essas “suspeitas de cura”chegam até nós porque assim vemos que algo está sendo feito (ou melhor, MUITO está sendo feito), talvez seja só uma questão de tempo (e de $…).
Foto: Sergei Golyshev (Flickr)

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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