Para ajudar na comunicação: parte 2

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Ontem fizemos um post sobre as dicas que o site RNCentral.com escreveu sobre comunicação com pessoas com déficift cognitivo. Hoje vamos escrever as últimas dicas que eles deram. Lá vai…

Quanto a comunicação não-verbal
Apesar da fala ser importante, os sinais não-verbais na comunicação são tão significantes quanto. Assim, as dicas a seguir são para garantir que você tem prestado atenção nesse tipo de comunicação e a está usando de uma forma eficaz (se eu falar alguma “besteira”em relação  aos termos “fala” “comunicação” vocês me avisam, oks? Fonoaudólogos de plantaão podem e devem me corrigir! kkk).
A primeira coisa é estar sempre ciente de seus próprios sinais não-verbais: sua voz e linguagem corporal são fundamentais em sua comunicação, certifique-se que eles estão dizendo o que você realmente quer dizer.
Os sinais feitos pela mão:  se o seu cliente tem dificuldade de ouvir, complete suas palavras com gestos simples.
Manter uma distância confortável é também crucial para comunicação. Embora você precise do contato próximo em algumas situações, procure respeitar o “espaço íntimo” da pessoa. (Lembrei agora dos meus estudos do Mestrado de “Proxêmica”e eles falam muito isso, estar muitoooo perto do rosto de uma pessoa ao falar é uma invasão!! Quem só chega muito perto do seu rosto é quem vc tem muitaaaa intimidade. Por isso ao nos comunicarmos com o cliente, temos que respeitar esse espaço íntimo, até para que ele não fique desconfortável e isso venha a gerar alguma resposta comportamental, como agressividade).
Apontar, desenhar e escrever: um complemento para as suas palavras pode ser fundamental para esclarecer. Apontar ou criar uma representação visual podem ser mais efetivos que gesticular…).
Dicas de comportamento
Sempre respeitar a presença do o seu cliente: não fale sobre ele com os outros como se eles não estivesse lá. Tente sempre trazê-lo para a conversa para que eles possam estar envolvidos também.
Trate o cliente como alguém da faixa etária dele: sempre perguntar ao cliente se ele deseja fazer algo, ao invés de simplesmente envolvê-lo ou fazer por ele.
Seja responsivo: quando o cliente quer falar, ouvir e prestar atenção aos sinais não-verbais.
Ouça: escutar atentamente o que seu cliente está dizendo, em vez de rapidamente passar para o próximo tópico.
Evite argumentar: Lembre-se que as necessidades do seu cliente é a principal preocupação, e em vez de discutir, foco nas necessidades!! (uma outra coisa importante é que por mais que a necessidade dele não faça sentido, como “eu quero ir para a minha casa”- quando ele já está lá, não adianta ser discutida. Responda de forma positiva e tente distraí-lo, mas evite ao máximo discutir com ele ou tentar convencê-lo de algo).
Valorize os sentimentos: embora possa ser desconfortável, é importante que você valorize os sentimentos de seu cliente para que eles se sintam acolhidos e que têm alguém para conversar.
Preste atenção ao comportamento: considere as palavras do seu cliente e o comportamento, avalie se eles correspondem a alguma coisa, eles têm alguma coisa que realmente gostaria de dizer??
Seja simpático: rir e estar de bom-humor é sempre adequado para aliviar a tensão, divirta-se conversando com os outros.
Faça perguntas: não assuma que você entende tudo o que o cliente está dizendo, faça perguntas até que você tenha uma ideia do que ele quer ou do que está falando.
Embora a comunicação com seu cliente seja fundamental, é extremamente importante que você se comunicar corretamente com os prestadores de cuidados e os membros da família. Em muitos casos, você pode ser o mediador do cliente e voz dele.
Seja organizado: se você é um cuidador, sua responsabilidade é garantir que as necessidades de seu paciente sejam cuidadosamente atendidas para que então tenh todas as informações à mão quando precisar conversar sobre o cliente com os outros.
Certifique-se que o médico saiba o que está fazendo: não deixe que a “conversa de médico” deixe-o de fora. Peça para ser esclarecido sobre as instruções e detalhes importantes no cuidado e no manejo.
Seja paciente ao lidar com os médicos  e outras personagens envolvidas com o cliente.
Se dê um tempo para tomar as decisões: não se sinta pressionado a tomar decisões no local, se você não tem certeza. Aproveite o tempo para discutir o assunto com seu cliente e a família em primeiro lugar.
Saiba todos os detalhes do seu médico: recolher informação sobre o horário de expediente, emergências médicas e alternativas profissionais são fundamentais.
Faça sua pesquisa: saiba tudo o que pode acontecer com seu cliente de modo que você possa tomar boas decisões sobre seu cuidado e ser capaz de discutir sobre eles.
Seja persistente: Não desista apenas porque está ficando meio difícil. Lembre-se que a saúde de outra pessoa está em suas mãos.
Tomem nota: manter um notebook  (ou um caderno) de cuidados com os hábitos do cliente, as suas preocupações que vão ser discutidas com o médico, e que o médico diz quando você o visita é importante porque assim você vai ter todas as suas informações de maneira fácil.
Seja honesto: não mantenha informações importantes apenas porque é embaraçoso. Discuta incontinência, explosões emocionais e outras questões, caso elas surjam.
Seja claro e específico: não deixe que os outros suponham o que você precisa, converse seja claro!!
Certifique-se de entender completamente: antes de terminar a conversa, é absolutamente importante que você repita o que entendeu para certificar-se das informações.
Mantenha o médico informado: certifique-se que o seu médico está bem informado sobre as complicações, como febre, drenagem e sangramento.

Estabelecer um relacionamento saudável com as outras pessoas envolvidas com o cliente: criar aliados nos outros profissionais que dão assistência ao cliente é fundamental para, e preciso, pedir ajuda.
Sempre faça perguntas sobre o novo medicamento: saiba por quanto tempo você deve dar o remédio, como ele deve ser administrado, e outros detalhes importantes.
Dicas como essas podem ser importantes para a qualidade do atendimento de quem cuida e, consequentemente, da vida do cliente. Você tem algo a acrescentar? Se tiver, basta comentar!!
Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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