É comum pensar que principal objetivo da ida à escola da pessoa com eficiência intelectual é socialização, mas será que apenas isso é importante?

Um artigo de 2017, publicado na Revista Brasileira de Educação Especial, apresentou uma tabela com objetivos das atividades utilizadas por faixa etária que podem ser trabalhados durante atividades na educação de crianças com Síndrome de Down; com isso, resolvemos complementar e sugerir algumas atividades que podem ser utilizadas no contexto escolar.

Tabela retirada do artigo “Análise de Atividades Gráficas para Crianças com Síndrome de Down” descrevendo a distribuição das atividades analisadas no estudo
  1. Dos 2 aos 4 anos:
    – Estimule o brincar funcional, apresente brinquedos e mostre sua função. Com o mesmo brinquedo, conte histórias, estimulando o “faz-de-conta”; – Incentive a linguagem, por exemplo: use animais e associe-os ao som que fazem. – Estimule a Imaginação, conte e crie histórias com a criança; – Socialize, produza atividades construídas em grupo, como por exemplo, colocar uma folha de papel 40kg no chão e deixar cada aluno com uma cor de tinta, possibilitando que pintem como quiserem e juntos; – Ensine conceitos básicos mostrando objetos, sentindo suas formas, aprendendo cores e tamanho; – Habilidades da coordenação motora ligando pontos em linhas retas e curvas (faça uso de giz de cera ou colagens) – aproveite e baixe aqui 90 fichas de grafomotricidade!
  2. Dos 4 aos 6 anos:
    – Treine a grafia (escrita) das letras e números ligando os pontos e associando a vocalização à representação escrita da letra ou número; – Estimule a coordenação motora principalmente a pega correta no lápis, com os dedos, polegar, indicador e médio; – Fortaleça conceitos das idades anteriores.
  3. Dos 6 aos 8 anos:
    Trabalhar matemática funcional, como operações simples usando atividade  de “vamos as compras” com cédulas e criando uma lojinha com os materiais disponíveis; Desenvolvimento da leitura e escrita a partir de junção silábica, solicite a escrita com auxílio visual ou verbal;

LEMBRE-SE!! Não existe receita de bolo, as sugestões e objetivos não devem ser seguidos à risca, tudo irá depender das habilidades já desempenhadas pelo aluno e os objetivos pertinentes àquela criança!

O importante é lembrar que a ida à escola da criança com deficiência intelectual pode e deve ir além da socialização!!

Imagem Freepik

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