O que é um esquecimento preocupante?

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“Esquecer é sempre preocupante?”. Não, mas é sempre importante uma avaliação. Essa resposta é resultado de uma conversa que o reab.me teve com o gerontólogo, Antônio Rodrigues que nos deu as seguintes informações…

Quando o esquecimento é preocupante?

O esquecimento pode ser considerado preocupante quando passa a ser interferir na funcionalidade da pessoa, a impedindo de realizar suas atividades com independência e/ou autonomia, ou seja, interferido no “fazer sozinho” e “nas escolhas do que fazer”.

Um esquecimento pode ser prejudicial para a funcionalidade a partir do momento que interfere nas atividades avançadas de vida diária do paciente como, viajar, participar de eventos externos, se locomover na comunidade… Muitas vezes, este tipo de esquecimento pode passar despercebido e só é notado quando começa a interferir na suas atividades instrumentais de vida diária (preparar alimento, fazer uso de tecnologias, gerenciar o dinheiro…).

Estar atento ao esquecimento nas atividades mais complexas, pode alertar para uma possível doença e para o início precoce de um tratamento para desacelerar os agravos da doença.

Sendo assim, qualquer esquecimento deve ser levado em consideração e informado ao profissional médico. Não existe pergunta que não deve ser levada ao médico. Sempre é importante conversar com os profissionais nos atendem.

No caso do idoso, deve-se informar ao médico geriatra, neurologista ou psiquiatra. No caso dos adultos, a recomendação é que converse com o neurologista ou psiquiatra para que a situação seja avaliada da melhor forma possível para cada caso.

A partir dos detalhes levados à consulta, o profissional investiga as possíveis causas do esquecimento. Lembrando que esquecer é algo comum e pode acontecer em qualquer idade. E, apesar de ser um queixa frequente em consultórios médicos, não necessariamente é o sintoma de uma doença.

O esquecimento pode estar relacionado com fatores internos, como o estresse e a ansiedade, ou por fatores externos, como o número de coisa que precisamos fazer ao mesmo tempo, as “multitarefas”, e/ou por termos diversas preocupações diárias.

O esquecimento preocupante pode fazer parte de uma síndrome demencial, depressão, distúrbio hormonal ou deficiência da vitamina B12. Podendo estas causas serem reversíveis ou não.

Diante de um esquecimento preocupante que necessita de uma intervenção, a pessoa é encaminhada (se necessário) para um serviço de reabilitação não-farmacológica e fará terapias medicamentosas para conter o avanço da doença.

Você sabia que existem demências que podem ser reversíveis? Leia o nosso artigo completo clicando aqui!

 Dr. Antônio Rodrigues é terapeuta ocupacional e gerontólogo pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Imagem: Freepik

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