O que é Envelhecer?

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Conquistamos a cada ano mais anos em nossas vidas. Essa é a realidade que se apresenta à sociedade e que gera desafios. No entanto, temos uma ideia, um juízo de valor negativo em relação ao envelhecimento que pode estar relacionado com nosso desconhecimento sobre o que é envelhecer. Para alguns envelhecimento é o lento deteriorar do corpo, mas será é assim?

A Organização Mundial de Saúde explica que “Em nível biológico, o envelhecimento está associado ao acúmulo gradual de uma ampla variedade de danos moleculares e celulares. Com o tempo, esse dano leva a uma diminuição gradual das reservas fisiológicas, a um aumento do risco de muitas doenças e a um declínio geral da capacidade do indivíduo. No final das contas, isso resultará em morte“.

O destaque nas palavras “aumento de risco” do parágrafo anterior diz respeito a consciência que precisamos ter que o acúmulo desses danos citados acima não são lineares, ou seja, não são iguais ou na mesma intensidade para todos que envelhecem. E, justamente por isso, algumas pessoas de 70 anos podem desfrutar de um bom funcionamento físico e mental, enquanto outras podem ser frágeis ou exigir suporte significativo para atender às suas necessidades básicas. Sendo assim, precisamos entender que o processo de envelhecer, ou seja, as mudanças que fazem parte do envelhecimento e que influenciam o envelhecimento são complexas para serem resumidas a uma ideia que envelhecer é um simplesmente um apagar das luzes.

As variáveis que influenciam o envelhecimento são complexas porque são em parte aleatórias, e também influenciadas pelo ambiente e pelo comportamento do indivíduo. Sendo assim, mesmo aquilo que parece acontecer em todos da mesma forma, acontece de forma distinta a cada um de nós, afinal somos únicos.

E além do nível biológico, existem outras mudanças significativas no envelhecer. Isso inclui mudanças de papéis e posições sociais e a necessidade de lidar com a perda de relacionamentos íntimos. Em resposta, os idosos tendem a ter menos objetivos e atividades, mas eles se tornam mais significativos. Os idosos tendem a otimizar suas habilidades existentes por meio da prática e do uso de novas tecnologias, e compensar as perdas de algumas habilidades encontrando outras maneiras de realizar tarefas. Cada um da sua forma vai se adaptando ao processo de envelhecer.

Metas, prioridades motivacionais e preferências também parecem mudar, com alguns sugerindo que a idade avançada pode até ser o estímulo para uma mudança de perspectivas materialistas para outras mais “transcendentes”. Embora algumas dessas mudanças possam ser impulsionadas por adaptações à perda, outras refletem o desenvolvimento psicológico contínuo na velhice que pode estar associado ao “desenvolvimento de novos papéis, pontos de vista e muitos contextos sociais inter-relacionados”. Estas as mudanças psicossociais podem explicar porque, em muitos contextos, a velhice pode ser um período de maior bem-estar subjetivo. (OMS)

E diante da necessidade de ressignificarmos e darmos respostas ao envelhecimento, é importante considerar não apenas abordagens que amenizem as perdas associadas à idade avançada, mas também aquelas que podem reforçar a recuperação, adaptação e crescimento psicossocial.

Ou seja, envelhecer é mais do que acontece às nossas células e moléculas…. e a resposta que precisamos dar ao nosso envelhecimento (o de cada um de nós) e ao envelhecimento populacional precisa estar a par disso.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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