Precisamos ressignificar o envelhecimento para ter uma atitude social, política e pessoal diferente. Afinal, estamos em um mundo envelhecido (e cada vez mais envelhecido) e estamos todos envelhecendo. Aliás, esse é um ponto que deveria ser crucial para cada um de nós: estamos envelhecendo!

Uma forma de ressignificar é nos abrir para o fato que podemos ser preconceituosos em relação a idade; e, isso afeta nossa forma de pensar, sentir e agir diante de uma pessoa idosa ou do nosso próprio envelhecimento. Diante desta possibilidade (de preconceito sem consciência) quero te apresentar ao termo Ageísmo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o Ageísmo idade como o estereótipo, preconceito e discriminação contra pessoas com base em sua idade. O Ageismo afeta essencialmente como nós pensamos, sentimos e agimos em relação às pessoas tendo em vista a sua idade cronológica ou a percepção de que elas pode ser muito jovem ou muito velha para ser ou fazer algo.

O Ageismo pode ser expresso de forma positiva (por exemplo, o estereótipo de que os adultos mais velhos são sábios) ou julgamentos de valor negativos (por exemplo, o
estereótipo de que os adultos jovens são irresponsáveis).

Vamos esclarecer alguns termos que podem nos fazer pensar sobre o Ageismo:

  • Estereótipo: componente cognitivo que se refere ao que pensamos sobre uma determinada pessoa com base em sua idade (por exemplo, “Acho que os adultos mais velhos são um fardo para a sociedade”, “os adultos mais jovens são ativos”).
  • Preconceito: componente emocional que reflete como nos sentimos sobre uma determinada pessoa com base na sua idade (por exemplo, “Gosto de conversas com adultos mais velhos”, “Pessoas mais jovens me deixam desconfortável”).
  • Discriminação: componente comportamental que se refere a como agimos em relação a outra pessoa dada a sua idade (por exemplo, “Tento não interagir com adultos mais velhos”, “evitamos colegas mais jovens”).

Isso inclui as ações de instituições, que podem impor práticas discriminatórias por meio de
política e legislação (por exemplo, ações de saúde por idade e não por função ou capacidade de se beneficiar, ou práticas de recrutamento discriminatórias no setor de trabalho).

O preconceito da idade pode ser direcionado a outras pessoas (por exemplo, uma pessoa tem preconceito contra outra no com base em sua idade) e também em relação a nós mesmos (por exemplo, as pessoas internalizam os estereótipos aos quais estão expostos na sociedade e se comportam de maneira alinhada).

Isso ajuda a explicar por que as pessoas mais velhas muitas vezes tentam permanecer jovens ou sentem vergonha de envelhecer, e por que quando mais jovens as pessoas muitas vezes ficam ansiosas com sua capacidade de desempenhar adequadamente seu primeiro emprego.

Existem muitas ações mundiais para combater o Ageismo, em especial, o relacionado ao envelhecimento. Conversaremos mais sobre isso aqui! 🙂

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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