O básico: veja o que você precisa ter para atender e estimular.

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Gente, o básico, às vezes precisa ser dito, não é? Pois bem, resolvi hoje colocar o básico que todo mundo precisa ter para estimular um cliente com disfunção cognitiva.

Um ambiente regular, tranquilo e com o mínimo de interferências.

Quando falamos regular estamos nos referindo a eleger um local onde serão feita as estimulações e que o cliente vai reconhecer como o local onde o trabalho é realizado. O silêncio também é importante para a favorecer o desempenho do cliente, dependendo o comprometimento cognitivo, as distrações interferem na sequência da atividade e na sua conclusão. Também é válido ressaltar que quando existem outras pessoas presentes no momento da estimulação, é necessário que estas só interfiram quando for realmente necessário. Tenham sempre em mente que aquela pessoa que constantemente corrige o cliente ou não permite que esse tenha o tempo necessário para a resposta, pode tornar-se uma “ameaça” ao benefício do momento da estimulação.

– Materias básicos e reservados para a estimulação.

Um caderno (com linhas e maior, de preferência) deve ser separado somente para a estimulação. Este caderno deve conter na primeira página o nome do cliente e a função do caderno. Ex: Caderno de Exercícios. Pertence a: Maria José da Silva. Nesse caderno devem estar concentrados os exercícios feitos para a estimulação durante a terapia, bem como podem ser deixados exercícios para serem realizados em outros momentos e com outras pessoas, por exemplo: atividade para ser feita com o neto ou o filho.

Além do caderno, recomendamos um lápis, borracha, caneta e marcador de texto. Estes materiais também devem ser separados e de uso exclusivo da terapia. Lembramos que, dependendo o cliente, são necessárias adaptações para faclitar a preensão (pegar) desses objetos. Independente da necessidade motora da adaptação, recomendamos que esses materiais só sejam usados para a terapia pois ficam como referência. O cliente com disfunção cognitiva sempre necessita de referências.

Outros materiais que indicamos são materiais que nos dão variadas possibilidades de uso: como letras, números e formas (de madeira, de EVA ou de qualquer outro material que seja fácil de manipular). Vez por outra, fazemos umas comprinhas e damos a vocês ideias de materiais como estes.

O mais importante de tudo, na nossa humilde opinião, quanto aos materiais, é adequar o material a faixa etária: NADA DE MATERIAIS INFANTILIZADOS PARA O TRABALHO COM ADULTOS E IDOSOS, combinado??

Bem, esses são alguns dos materiais que julgamos básicos, vocês têm outra opinião? Ou recomedam algum material?

 

 

 

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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