O ambiente doméstico como potencializador das brincadeiras

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O ambiente onde a criança está inserida é importantíssimo para o seu desenvolvimento, principalmente o ambiente doméstico, que geralmente é onde a criança passa a maior parte do tempo. Aqui vamos trazer algumas dicas de como melhorar o ambiente (ou usá-lo ainda mais) para favorecer novas experiências e aprendizado neuropsicomotor:

Antes de dizer como usar os ambientes, observe esses “detalhes”:

Iluminação: Um ambiente claro proporciona a criança uma melhor visibilidade dos objetos e principalmente de seus brinquedos, enxergando-os e estimulando a buscá-los. 

Piso seguro: A depender da idade da criança, quedas são inevitáveis, porém seus riscos podem ser reduzidos com o uso de tapetes de emborrachado que reduzem o impacto e proporcionam maior segurança.

Objetos ao alcance: Sabe aquela orientação para incentivar a criança a buscar?  Lembre-se também de deixar em uma altura possível, evitando frustrações, pois quando a criança é constantemente frustrada pode retardar novas tentativas.

As cores: As cores são de extrema importância, principalmente para os bebês. Objetos coloridos aguçam a curiosidade, proporcionando o interesse no objeto e um brincar cheio de ganhos.

Agora veja o que você tem em casa e que pode favorecer os ganhos do brincar:

Os “não-brinquedos”: Tudo aquilo que julgamos não ser brinquedo e que as crianças A-DO-RAM, como por exemplo, panelas e suas tampas, deve ser avaliado quanto à segurança e oferecidos com supervisão. No caso das panelas, enquanto brinca a criança cria sons e ritmos, ou até brinca de comidinha. As ações do brincar vão depender da idade e da criatividade.

Alimentos e suas texturas: Agregando à brincadeira as experiências sensoriais. Fubá, feijão, arroz, café cada um com sua textura, cheiro e sabores. Oferecê-los em bacias pode ser uma ótima opção, assim a criança cria sua forma de explorar, seja ele colocando as mãos, os pés ou até mesmo o corpo. Aqui, mais uma vez, cabe lembrar da segurança e supervisão. 

Cuidado!! Para bebês, o estímulo sensorial é bem-vindo, porém, deve-se tomar alguns cuidados apresentando primeiro a textura nas mãos, proporcionando experiência, além de cuidados para que os materiais não sejam levados à boca.

Leia Mais: Falando em comida… já ouviu falar em arroz colorido? aqui no nosso site temos uma receita simples e fácil de fazer, fica ainda melhor quando se faz junto.

Explore o seu quintal: Seja ele de grama, barro ou piso, brincar fora de casa é uma experiência que deve ser oferecida, partindo dos princípios sensoriais e indo até os exploratórios. Use a imaginação, os interesses da criança e proponha uma “caça ao tesouro ou quem sabe…. podem existir segredos no quintal!!  “Uma caça ao tesouro?.

Estimule no banho: O banho é uma atividade complexa, a participação de forma mais ativa nas etapas é importante e deve ser estimulada assim que a criança tiver mais consciência do corpo (nomeação, localização…).

Para os menores, a estimulação pode começar com as texturas  (já pensou em inserir uma esponja macia nesse momento?) em paralelo vai surgindo a nomeação das partes do corpo (“vamos lavar os pés?“). O conhecimento das partes do corpo é importante no processo do desenvolvimento de algumas habilidades e consequentemente irá ajudar no desempenho de algumas tarefas futuras como no vestir, por exemplo.

Brinquedos na banheira são importantes também, invista em baldinhos, regadores e bichinhos de borracha. O pegar e manipular esses objetos é um treino também de coordenação.

Sabemos que o banho tem participação variável da criança, a depender a idade. O que sempre é válido é dar a oportunidade.

Aliás, a palavra principal é OPORTUNIDADE para todos os ambientes e situações que faladas aqui, pois quanto mais oportunidades o ambiente puder oferecer, melhor. 

Eaí, utiliza do ambiente doméstico como potencializador da estimulação? Deixe aqui sua dica para podermos enriquecer cada vez mais o post e outras pessoas seguirem as dicas.

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