Mais de nove horas por semana de jogos de vídeo podem induzir problemas de comportamento em escolares

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Jogos de vídeo podem melhorar as habilidades motoras, o tempo de reação e até mesmo o desempenho acadêmico de uma criança, mas uma nova pesquisa mostra que jogá-los em excesso pode estar ligado a problemas sociais e comportamentais.

Em um estudo pediu-se a pais que detalhassem os hábitos de videogame de 2.442 crianças de ambos os sexos com idades entre 7-11 anos foram solicitados. Mais de 80% deles jogavam pelo menos uma hora por semana, e os outros foram classificados como “não-jogadores”. Em todas as idades, se jogava uma média de quatro horas por semana, mais meninos do que meninas.

Os testes revelaram que os jogadores tiveram tempos de reação mais rápido do que os não-jogadores, e ressonâncias magnéticas de 260 crianças associaram o fato de jogar jogos de vídeo com alterações na substância branca dos gânglios basais do cérebro e uma melhor comunicação entre tipos de circuitos cerebrais que são essenciais para a aprendizagem.

Embora os jogadores tivessem pontuações significativamente mais altas na escola, eles não eram superiores aos não-jogadores em relação a memória de trabalho e habilidades de atenção. No entanto, quanto mais tempo as crianças passavam jogando, menos tempo dormiam, e quanto mais horas jogavam, mais propensos a sofrerem problemas comportamentais, especialmente aqueles que jogaram mais de nove horas por semana. Os problemas incluíam conflitos com outras crianças, problemas de comportamento ou habilidades sociais pobres.

O estudo não estabelece diretamente se os efeitos observados são uma causa ou uma consequência de jogar videogames, já que crianças com problemas de comportamento ou habilidades sociais diminuídas podem mostrar uma tendência a se isolar e passar mais tempo com jogos de vídeo.

Acesse o Artigo: Video gaming in school children: How much is enough? Jesus Pujol et al. Annals of Neurology. 2016

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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