O ano mudou, mas os desafios continuam os mesmos em relação a Pandemia. A diferença é que agora temos um cenário de contínua adaptação ao que não é mais novidade: as necessidades de nos manter seguros e saudáveis diante das consequências dessa “Catástrofe”.

Publicação da Trends in Psychiatry and Psychotherapy refere que a população foi exposta, seja na vida real ou por meio de mídias de todo o planeta, a transtornos mentais. E ressalta que não é exagero chamar o que o mundo tem vivido de catástrofe. Embora seja uma palavra forte, ela de fato parece pertinente para tudo o que estamos vivendo, enfrentando e (os que conseguem) sobrevivendo.

Diante deste cenário, uma ação anterior à Pandemia se faz mais pertinente que nunca: ajudar as pessoas sobre a importância de cuidar da saúde mental. Esse foi o princípio que moveu o psicólogo Leonardo Abrahão a criar a campanha “Janeiro Branco“. A campanha tem como objetivo mudar a compreensão social da saúde mental, promovendo ações de conscientização de que todos têm direito à saúde mental. E, diante da consciência do direito, que venha a consciência da necessidade de ação. Ação de cuidados em relação à saúde mental.

O impacto da COVID-19 na saúde mental será devido a pelo menos cinco efeitos diferentes da pandemia (aqui você pode ler sobre os 5 efeitos), cada um dos quais deve ter efeitos independentes profundos sobre a saúde mental. Isso sugere que as consequências da Pandemia serão maiores do que as observadas após outros desastres. Sendo assim, o Janeiro Branco mostra sua importância sem precedentes em todos os seus anos de existência.

Além do olhar atento de cada um para si mesmo, toda a equipe de saúde deve utilizar de suas ferramentas para aproveitar esse mês de Janeiro, divulgar a campanha e também mostrar o que pode ser feito para ajudar a quem está em sofrimento. E, aqui vale lembrar que muitos milhares de profissionais da saúde estão precisando também desse cuidado.

Mas como estar atento? Qual o parâmetro que uso para saber se eu ou se a pessoa que está perto de mim precisa de cuidados maiores em relação à saúde mental? O melhor indicador de saúde emocional é a manutenção da funcionalidade. Ou seja, o continuar na participação de suas ocupações, papéis e atividades. De uma forma resumida é a manutenção, dentro das possibilidades da Pandemia, da continuidade dos fazeres que já fazia parte da vida das pessoas.

No que diz respeito de forma bem específica à Terapia Ocupacional, esses profissionais de estudam e compreendem de forma detalhada o quão  complexas e dinâmicas são as interações entre as pessoas, seus ambientes e as atividades que precisam ser realizadas, e como essas interações afetam a saúde e o bem-estar. Ou seja, estar envolvido não é apenas um “sinal” de funcionalidade, mas uma forma de cultivar o bem-estar. Claro que estamos aqui falando de uma forma simplista e reduzida, mas totalmente válida: estar envolvido em ocupações com significado nos ajuda na saúde emocional.

A Terapia Ocupacional se concentra em permitir que os clientes maximizem sua capacidade de participar nas atividades de vida que são importantes e significativas para eles, para promover a saúde e o bem-estar geral.A depender de cada caso, o terapeuta ocupacional pode ajudar com diferentes ferramentas, manejos e orientações. E, pode ajudar a solucionar problemas de como realizar as tarefas, cumprir os papéis e adaptar a rotina a uma nova realidade. Tudo isso com a clareza que esse fazer precisa ser satisfatório para contribuir para a saúde das pessoas.

Fontes:

Mari Jair de Jesus, Oquendo Maria A.. Mental health consequences of COVID-19: the next global pandemic. Trends Psychiatry Psychother.  [Internet]. 2020  Sep [cited  2021  Jan  04] ;  42( 3 ): 219-220. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892020000300219&lng=en.  Epub Aug 21, 2020.  http://dx.doi.org/10.1590/2237-6089-2020-0081.

AOTA.Occupational Therapy’s Role with Health Promotion.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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