O termo “estimulação cognitiva” vale muita conversa e reflexão, mas aqui hoje queremos delimitar em: a casa é um ambiente cheio de estímulos para as diversas funções cognitivas (memória, atenção, flexibilidade mental, etc).

O ambiente domiciliar é um ambiente que exige gestão, monitoramento, cuidado de todas as ordens e uma contínua interação dos habitantes para que cumpra com sua função de “lar”. Neste tempo de isolamento social muitos familiares, cuidadores e pacientes podem se sentir angustiados pela ruptura dos atendimentos presenciais, mas eis que há uma possibilidade incrível nesse cenário: a de usar e entender a casa como lugar cheio de oportunidades de estímulos.

Preste atenção e veja como o que está em casa pode ajudar a estimular o cérebro:

  1. Objetos que fazem parte da casa podem “contar histórias” e serem usados para estimular a memória. Muitos objetos que ficam guardados podem ser revistos, organizados e trazer muito prazer.
  2.  O planejamento e execução das tarefas da casa, inclusive refeições do dia, podem ser oportunidades de estímulo de diversas formas. O planejamento no papel (cardápio de cada da da semana) até a participação na hora de cozinhar.
  3. A gestão de mantimentos através da lista de supermercado, padaria, farmácia, além de outras necessidades.
  4. A manutenção também apresenta oportunidade de movimentos e resoluções de problemas. Cuidar das plantas, limpar e arrumar, além de ser a oportunidade de organizar armários, fotografias e outros itens da casa.
  5. As pessoas da casa também podem ser um meio de manter o cérebro ativo. Conversar sobre assuntos leves e que ajudem a manter o bem estar é importante.
  6. Retomar interesses antigos, como um jogo ou uma atividade manual.

O processo de descobrir a casa como ambiente de estímulo depende de muita atenção e sensibilidade, mas de uma forma muito simples podemos dizer que a cada movimento, ação, “planejamento” existe uma série de conexões no cérebro que são feitas e mantidas. Principalmente para os idosos, manter a rotina e buscar o envolvimento das atividades que acontecem na casa pode ser extremamente valioso para o cérebro.

É importante ter em mente que as atividades precisam ser ao menos experimentadas. Isso é importante pela resistência que algumas pessoas têm no envolvimento das tarefas relacionadas à casa. E, no mais é: buscar atividades de interesse! O prazer ao desenvolver as tarefas ou explorar os objetos e ambientes da casa precisa de alguma forma ser cultivado e vivido para que possa ser mantido.

 

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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