Idoso com demência quer dirigir. E agora?

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Idosos diagnosticados com demência querendo dirigir é uma situação comum e bastante difícil de ser manejada por familiares e por quem vive a prática clínica de cuidados ao idoso com demência.

Uma revisão sistemática abordou essa questão e levanta os pontos a seguir.

De uma maneira geral, esse é um tema recorrente nas pesquisas internacionais, por se tratar de uma atividade complexa intimamente relacionada à independência e saúde mental. De fato, os condutores de veículos devem associar uma série de atividades coordenadas com as mãos e os pés, enquanto recebem informações visuais e auditivas. Os motoristas precisam tomar decisões com base no que eles veem e ouvem, bem como ter atenção com os outros condutores, com sinais de trânsito, condições da estrada e a presença de pedestres.

Contrário à recomendação de interrupção imediata da carteira de habilitação – ao ter o diagnóstico – há evidências de que os idosos possam conduzir veículos de forma segura nas fases iniciais da demência, desde que haja monitoramento e reavaliações periódicas.

O idoso com Alzheimer, na fase inicial, julga-se apto a continuar dirigindo. Diferente, a “Academia Americana de Neurologia” (AAN), ao avaliar o desempenho dos motoristas com demências, e em um segundo momento estudos estatísticos de acidentes de trânsito, publicou em suas diretrizes no ano 2000, que pacientes com valor do Clinical Dementia Rating 1 (representa demência leve) não devem mais dirigir. Em contrapartida; no Brasil, não há nenhuma recomendação específica, mas a literatura reforça a adoção das mesmas diretrizes americanas, enquanto reforça a necessidade de estudos mais aprofundados para verificar se tal recomendação se aplica a todos os tipos de demência.

Na prática dos que atuam nessa área, persiste a preocupação quanto à dirigir de forma segura para o condutor, bem como para os pedestres. Considerando-se que idosos com DA vivenciam deficiências na memória – diminuição nas habilidades visuoperceptiva e visuoespacial, danos nos processamentos de informações visuais, na atenção e demora nos insights – são necessários estudos mais aprofundados que possam avaliar até quando o motorista idoso pode continuar com sua carteira de habilitação.

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Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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