Filhas cuidadoras podem sofrer mais.

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Resultados apresentados no Canadá Stroke Congress em Quebec mostraram que as filhas adultas sofrem mais do que os filhos adultos nas relações insatisfatórias com os pais idosos que necessitam de seus cuidados.

Estima-se que 44 milhões de adultos nos Estados Unidos prestam assistência gratuita a um outro adulto. Um estudo de 2004 encomendado pela AARP e outras organizações estimam que cuidar é mais estressante para as mulheres, que perfazem mais de seis em cada 10 cuidadores. 40 por cento das mulheres disseram prestar os cuidados em “níveis elevados”, em comparação com apenas 26 por cento dos homens.

Na nova revisão apresentada no evento, Marina Bastawrous (estudante graduada na Universidade de Toronto) analisou 42 estudos que mostravam os efeitos da prestação de cuidados de filhos adultos que cuidam de seus pais. Mais da metade dos estudos mostravam que as filhas que serviam como cuidadoras e sobre elas recaíam as maiores consequências do cuidar.

Os estudos não lhe permitiram tirar conclusões com base em números, assim a autora não foi capaz de fornecer uma estatística sobre o quanto as coisas estão piores para os cuidadores do sexo feminino. Mas, segundo ela, está claro que “as coisas tendem a ser diferentes para as mulheres“.

A qualidade da relação com o cuidador é frequentemente dependente de como era o relacionamento em outras fases da vida“, disse Barry Jacobs, um psicólogo em Springfield, Pensilvânia, e um porta-voz da American Heart Association. “Se você teve um mau relacionamento com eles e se sente vítima, então, de repente, você está convidado reviver isso, assim o papel de cuidado pode parecer uma revitimização”.

“Nos termos das normas da sociedade, a responsabilidade de cuidar dos pais tende a cair sobre as mulheres”, disse Bastawrous. “É quase como se a sua responsabilidade estivesse arraigada“. Os homens, em contrapartida, não podem ter o cuidar dos pais como a sua principal preocupação porque tem outros papéis que eles são exigidos a cumprir”.

No futuro, os resultados de pesquisas como essas podem ser utilizados para orientar os programas que ajudam os cuidadores, Bastawrous disse.

Fonte: U.S News

Ana k.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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