Filtro verde melhora a leitura de crianças com Dislexia

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A dislexia afeta seriamente o desenvolvimento acadêmico das crianças, porque a maioria das atividades acadêmicas exige leitura e escrita durante o processo de aprendizagem. O tempo gasto pelas crianças com Dislexia nessas atividades pode acarretar estresse visual que pode ser minimizado e prevenido o uso de filtros coloridos.

O uso de filtros coloridos tem sido benéfico para crianças com dislexia, autismo, e transtorno de déficit de atenção / hiperatividade. Em geral, essas crianças freqüentemente usam filtros coloridos durante o dia escolar e em casa para a correção de dificuldades de leitura.

Estudos têm mostrado que o desempenho de leitura foi melhorado nas condições de filtro amarelo e azul, no entanto, não há estudo na literatura que investigou o intermediário dos comprimentos de onda do espectro de cores entre amarelo e azul, por exemplo, filtro de cor verde. Portanto, o objetivo do estudo publicado na Research in Developmental Disabilities foi examinar os efeitos dos filtros coloridos sobre o desempenho de leitura e controle do movimento ocular em crianças com e sem dislexia.

Além disso, crianças com dislexia apresentaram o menor tempo de fixação na condição de filtro verde em relação às demais condições.

Em conjunto, esses resultados sugerem que o filtro verde melhorou o desempenho de leitura em crianças com dislexia porque o filtro provavelmente facilitou a atividade cortical e diminuiu as distorções visuais. Os filtros coloridos podem ser considerados tecnologias assistivas por facilitarem a atividade de leitura minimizando as distorções e aparente movimento de texto percebido pelas pessoas com dislexia.

Em resumo, as presentes descobertas fornecem evidências de que os filtros verdes melhoram o desempenho de leitura em crianças com dislexia através de alterações no movimento ocular, o que reduz a duração da fixação exigida pelas crianças com dislexia durante a leitura. No entanto, para as crianças sem dislexia, não houve diferença no desempenho de leitura e na duração da fixação entre as três condições.

Para mais detalhes do estudo, leia: Effect of colored filters on reading capabilities in dyslexic children. Research in Developmental Disabilities 83 (2018) 1–7

FONTEResearch in Developmental Disabilities
Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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