Atividades para estimular o cérebro de idosos usando produtos da despensa!!

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É no cotidiano que usamos nossas habilidades cognitivas, motoras e sensoriais. E por que não utilizarmos dele para estimular ou reabilitar? Bem, esse é e sempre foi o pensamento do reab.me, tanto que foi assim que surgiram nossos cadernos de exercícios com temas do cotidiano (ainda não conhece? clica aqui!).

Esse exercício foi postado por nós em 2010 (acredite, já fazíamos o site nesta época! kkk) e gostamos tanto da utilidade e versatilidade dele que além dele fazer parte do nosso caderno de exercícios, ainda foi escolhido para sofrer um “refresh” e ser trazido do fundo do baú!

Vamos à ele?

Primeiro, perceba se acuidade visual do cliente permite o uso dos rótulos originais dos produtos. Ele enxerga bem os dados dos rótulos? Usaremos as datas de validade para o exercício e como elas, geralmente, são bem pequenas e com pouco contraste podem ter uma apresentação inadequada para o bom desempenho no exercício. Uma alternativa é adaptar e tornar os vencimentos mais visíveis.

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Uma vez garantido que os produtos utilizados e suas datas de validade são adequados (fáceis de visualizar), vamos começar:

  • Organize os materiais que serão utilizados em uma altura funcional, que evite quedas do produto e até possíveis frustrações (dele não compreender o que é).
  • Separe os produtos que serão utilizados.
  • Individualmente, peça que o cliente encontre os ingredientes solicitados na despensa e leve-o até a mesa para dar continuidade a atividade.

É importante lembrar que algumas validades podem exigir tempo para serem encontradas, a depender de como esteja a função cognitiva do cliente. Esteja atento na escolha dos produtos.

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A depender dos seus objetivos, pode-se pedir ao idoso que:

  • identifique as datas de validade
  • coloque os produtos na ordem, de acordo com a validade

Você ainda pode:

1. Listar os nomes dos produtos e as datas de validade.

2. Identificar e sequenciar os produtos, de acordo com a ordem de vencimento o auxílio da lista.

3. Se o cliente se interessa por cozinhar ou tem conhecimentos mínimos sobre a preparação de alguns alimentos, que tal propor a ele identificar pratos que podem ser feitos com esses produtos cuja data de validade está próxima? Podem ser pratos para cada produtos ou até mesmo um que combine todos eles.

4. Clientes que sabem cozinhar podem escrever a receita em um papel.

5. Combinar com o familiar ou cuidador que a receita seja feita em momento posterior com participação do cliente (ao menos em algumas etapas).

6. Que tal fazer um  jogo usando o nome dos produtos e as datas de vencimento? Pode-se trabalhar sequência ou pareamento e tudo mais o que cliente precisar e você conseguir extrair desse material.

7. Atividades com cálculo também podem ser estimuladas. Por quanto tempo o produto durou (use a data de fabricação e a validade); Quanto tempo ele ainda tem de validade? Adapte a complexidade do cálculo à capacidade do cliente. Alguns produtos já requerem alguns cálculos em suas embalagens, perceba no exemplo a seguir:

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Uma atividade simples, mas que pode ser grande utilidade e bastante rica é a ORGANIZAÇÃO DA DESPENSA, de acordo com as validades do produto. Uma atividade como esta é super importante para pessoas que sempre estiveram à diante do funcionamento da casa e, devido a uma disfunção cognitiva, tiveram que se ausentar.

Aguardamos sugestões de mais formas de uso. Ah, e também sua experiência com esta atividade!!!!

Conheça os cadernos de exercícios reab.me!!!

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Mais e quase tudo sobre minha história: Ana Leite, formada em Terapia Ocupacional na Universidade Federal de Pernambuco (Brasil). Minha experiência clínica como terapeuta é com a pessoa adulta e idosa com disfunção cognitiva que apresenta dificuldades na realização de suas atividades cotidianas. O processo de tratamento dos meus pacientes sempre envolveu intervenções que visavam a maior participação possível em atividades cotidianas significativas. As ferramentas utilizadas nesse processo incluíam orientações sobre adaptação do ambiente e da tarefa a ser realizada, organização de rotina e estimulação/reabilitação cognitiva. Tenho especialização em Tecnologia Assistiva, onde me instrumentalizei sobre o uso equipamentos e dispositivos que podem aumentar/permitir a funcionalidade. Fiz mestrado em Design, na linha de pesquisa de Ergonomia. Participei do desenvolvimento e validação de uma metodologia de avaliação do ambiente construído (MEAC). Na minha pesquisa estudei as variáveis arquitetônicas do ambiente moradia das pessoas idosas que residiam em ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos). Nesse processo pude acrescentar ao conhecimentos da Terapia Ocupacional esse olhar mais aprofundado sobre o ambiente de moradia. Assim, compreendendo melhor qual o impacto que o ambiente físico/construído possui no funcionamento diário das pessoas idosas. Sou criadora da primeira marca digital, em língua portuguesa, dedicada a produção/divulgação de conteúdo especializado no contexto de reabilitação, reab.me. Produzo conteúdos textuais e audiovisuais através da curadoria de revistas científicas e outras referências técnicas; edito conteúdos de colaboradores, profissionais de reabilitação, de diversas áreas, que escrevem para o reab. Além de assuntos técnicos, escrevo sobre questões relacionadas à saúde mental dos terapeutas, tendo em vista a crescente necessidade de falar de autocuidado e bem estar para os profissionais de saúde. Tema que tem surgido de forma crescente e preocupante nos bastidores de prática clínica e até em pesquisas. O reab.me edita, produz e distribui em loja digital própria (que vocês encontram aqui no site!), produtos para serem usados por profissionais, cuidadores formais e familiares no processo do cuidar. Os produtos desenvolvidos contam com outros profissionais que opinando, através dos seus conhecimentos específicos, e testando contribuem na co-criação desses produtos. Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

6 COMENTÁRIOS

  1. S U C E S S O!!!
    Santas Anas!!!
    Fiz esta atividade com “meus” idosos e adorei!!
    Dá para trabalhar muitos aspectos (atenção, concentração, memória,…). Ainda, os idosos começaram a ter interesse na composição do produto, aonde era fabricado, etc… Pois bem, com isso acrescentei aspectos temporo-espaciais (se já tinha ido naquela cidade que fabricava o produto, em qual estado ficava aquela cidade, …).
    Se alguém tiver tido outra experiência, nos conte!!

    Bjos

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