Estimulação Essencial: você conhece essa prática terapêutica?

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Você já ouviu falar de “Estimulação Essencial”?  Se você vive o contexto de terapias, já ouviu falar, no mínimo, que atividades selecionadas, graduadas e específicas às necessidades de cada criança mobiliza e reorganiza as funções cognitivas, motoras e sociais.

O termo “Estimulação Essencial (EE)” é adotado para a intervenção de crianças de 0 a 3 anos idade que apresentem ou não alguma deficiência ou aquelas consideradas em situação de risco, que necessitam de atenção especial para favorecer o desenvolvimento global, a aprendizagem e a socialização.

Cada criança é diferente e vai apresentar um padrão distinto de desenvolvimento, apesar de alguns aspectos comuns para as fases.  A EE desde os primeiros meses de vida proporciona à criança assistida a base para aprendizagem posterior, dando também uma matriz de aprendizagem que será utilizada em idades avançadas, além dos benefícios no desenvolvimento neuropsicomotor.

É necessário sempre destacar a importância da estimulação. O atraso pode estar relacionado carência ou privação de estímulos e oportunidades adequadas para a idade, às situações de privação social e sensorial, influencia no desenvolvimento, especialmente em crianças ‘neuropatológicas’.

Para sua aplicação, a estimulação essencial requer o planejamento prévio de um programa de atividades que responda a conceitos claros e a objetivos definidos específicos a cada criança.

Estimular é ensinar, motivar, aproveitar objetos e situações, transformando, transformando-os em conhecimento e aprendizagem. É levar a criança, através da brincadeira, a aprender sempre mais.

Uma equipe multiprofissional pode atuar de forma dinâmica e integrada para favorecer esse processo. É sabido que humanos interagindo no meio onde vivem desenvolvem suas funções cognitivas, motoras e interpessoais.

Fonte: [Livro] Luciana Pereira Frutoso. Terapia Ocupacional: “Vivências de Santa Catarina” vol 2. ABRATOSC

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Mais e quase tudo sobre minha história: Ana Leite, formada em Terapia Ocupacional na Universidade Federal de Pernambuco (Brasil). Minha experiência clínica como terapeuta é com a pessoa adulta e idosa com disfunção cognitiva que apresenta dificuldades na realização de suas atividades cotidianas. O processo de tratamento dos meus pacientes sempre envolveu intervenções que visavam a maior participação possível em atividades cotidianas significativas. As ferramentas utilizadas nesse processo incluíam orientações sobre adaptação do ambiente e da tarefa a ser realizada, organização de rotina e estimulação/reabilitação cognitiva. Tenho especialização em Tecnologia Assistiva, onde me instrumentalizei sobre o uso equipamentos e dispositivos que podem aumentar/permitir a funcionalidade. Fiz mestrado em Design, na linha de pesquisa de Ergonomia. Participei do desenvolvimento e validação de uma metodologia de avaliação do ambiente construído (MEAC). Na minha pesquisa estudei as variáveis arquitetônicas do ambiente moradia das pessoas idosas que residiam em ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos). Nesse processo pude acrescentar ao conhecimentos da Terapia Ocupacional esse olhar mais aprofundado sobre o ambiente de moradia. Assim, compreendendo melhor qual o impacto que o ambiente físico/construído possui no funcionamento diário das pessoas idosas. Sou criadora da primeira marca digital, em língua portuguesa, dedicada a produção/divulgação de conteúdo especializado no contexto de reabilitação, reab.me. Produzo conteúdos textuais e audiovisuais através da curadoria de revistas científicas e outras referências técnicas; edito conteúdos de colaboradores, profissionais de reabilitação, de diversas áreas, que escrevem para o reab. Além de assuntos técnicos, escrevo sobre questões relacionadas à saúde mental dos terapeutas, tendo em vista a crescente necessidade de falar de autocuidado e bem estar para os profissionais de saúde. Tema que tem surgido de forma crescente e preocupante nos bastidores de prática clínica e até em pesquisas. O reab.me edita, produz e distribui em loja digital própria (que vocês encontram aqui no site!), produtos para serem usados por profissionais, cuidadores formais e familiares no processo do cuidar. Os produtos desenvolvidos contam com outros profissionais que opinando, através dos seus conhecimentos específicos, e testando contribuem na co-criação desses produtos. Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

4 COMENTÁRIOS

  1. Tenho filho autismo leve 4 anos ele evoluindo bem .fala pouco quando gente pede para ele coisas como fui seu dia ele não responde brincar com outras crianças .Também ele tira a roupa para tomar banho mais não bota. Tem livros sobre isso.

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