Equoterapia e Autismo: as contribuições do método nas áreas de autocuidado e mobilidade

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A Revista de Terapia Ocupacional da USP, publicou artigo que mostra os efeitos da Equoterapia no desempenho funcional em crianças autistas.

O que é a Equoterapia?

Definida pela Associação Nacional de Equoterapia (ANDE) como um método terapêutico e educacional, a Equoterapia utiliza-se do cavalo como recurso terapêutico e tem como objetivo o desenvolvimento biopsicossocial dos sujeitos. A prática há muito é utilizada como recurso em diferentes condições clínicas, incluindo-se indivíduos com autismo, deficiência visual, Síndrome de Down e paralisia cerebral.”

A pesquisa quantitativa contou com a participação de 28 cuidadores de crianças e adolescentes com Autismo, sendo eles com idades entre 2 e 15 anos; ambos os sexos. Como instrumento de coleta para avaliação do desempenho funcional foram utilizados o Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade (PEDI), aplicado em 14 crianças, por ser indicado para até 7 anos e 6 meses; e a Medida de Independência Funcional (MIF) em 15 pacientes que apresentavam idade superior. Além disso, utilizou-se ainda um questionário fechado elaborado  pelas autoras com variáveis pertinentes à pesquisa.

Resultados positivos foram encontrados na área de Autocuidado, sendo esta habilidade composta por: alimentação, cuidado pessoal, vestir, banho e uso de toalete. Ou seja, as contribuições da Equoterapia possibilitam a realização das Atividades de Vida Diária (AVD).

O Terapeuta Ocupacional é o profissional reconhecido legalmente para avaliar e intervir nas tarefas de autocuidado, na equoterapia o cavalo atua como um motivador, facilitando a participação do indivíduo nos cuidados com o animal durante as sessões, tal como a alimentação (como por exemplo, fornecendo cenouras), participar da escovação da crina do animal, utilizando pente/escova, cuidados com a aparência (embelezamento do cavalo), participar da atividade de banho do animal, entre outras, estimulando dessa forma a aquisição de conceitos e habilidades necessárias para as atividades na área de autocuidado.

Outra contribuição do método encontrada no estudo foi na mobilidade. Corroborando com a literatura, os pesquisadores afirmam que a Equoterapia funciona não só como um agente facilitador durante as atividades, mas utiliza das potencialidades do cavalo como estimulador dos componentes motores.

Veja a pesquisa completa nesse link.

 

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Terapeuta Ocupacional (UFPB) | CREFITO: 17848-TO | Webwriter Reab.me | Pesquisador Voluntário do Laboratório de Saúde, Ergonomia e Trabalho - LASTE (UFPB)

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