Estudo publicado na Revista Neurologia (veja referência e link para artigo ao final do post)  mostrou que a estimulação táctil ordenada sistematicamente e organizada em crianças com Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) pode ser eficaz para melhorar a latência de potenciais evocados*, bem como ainda a plasticidade cerebral parietal, responsável pela atenção perceptual.

(Potencial evocado significa: qualquer resposta neuronal relacionada a estimulação de receptores sensoriais ou de nervos periféricos ou centrais, e também qualquer atividade neuronal tempo-relacionada a processos cognitivos ou de programação motora, pode ser vista como um potencial evocado.)

A amostra foi constituída por três grupos de estudantes:

– Grupo 1 (grupo experimental) constituiu 17 crianças com DDA (Déficit de Atenção), dos quais 10 têm DDA sem hiperatividade, sete com hiperatividade (TDAH), eles receberam estimulação tátil diária.
– Grupo 2 (grupo controle com TDA): composto por 12 crianças com TDAH, das quais sete são crianças com TDA, cinco, crianças com TDAH.
– Grupo 3 (grupo controle): composto por 12 crianças sem DDA.

Todos estudantes da mesma escola e com características semelhantes em termos de idade, sexo e nível de escolarização.

Sobre os estímulos, estes eram realizados duas vezes por dia (manhã e tarde) com duração de cerca de 15 minutos cada. Os estímulos táteis eram aplicados com a orientação determinada (vertical, horizontal e oblíqua) e foram realizados pela repetição constante, ordenada e organizada através de um estimulador de vibro-tátil de cerca de 15 × 12 cm e menos de 250 g de peso com 784 pontos impulsos de estimulação por vibração na palma da mão.

A melhoria nos processos de atenção e latência (das ondas N200 e P300) no grupo experimental está de acordo com outras pesquisas que podem justificar uma grande melhora neurofisiológica no trenamiento sensorial e cognitivo na plasticidade cortical e na melhoria da aprendizagem e memória. Neste sentido, sabemos que o cérebro que é estimulado por meio enriquecido com ambientes de muitas e variadas estimulações se desenvolve muito mais e melhora em diferente parâmetros cognitivos, assim como em determinados circuitos cerebrais, associados com os processos atencionais. A pesquisa mostrou que somente se você prestar atenção circuitos cerebrais são formados e novas conexões neurais estáveis e duradouras são criadas.

 

Para acessar o estudo clique na referência abaixo:

(Rev Neurol 2016; 62 (Supl 1): S103-S107)

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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