Transtornos específicos de aprendizagem, como dislexia e discalculia, são frequentemente estudados para informar nossa compreensão do desenvolvimento cognitivo, mecanismos genéticos e função cerebral.

Em um documento de opinião publicado na Trends in Neuroscience and Education são discutidas essas abordagens de pesquisas, incluindo o uso de critérios arbitrários para selecionar grupos de crianças, heterogeneidade dentro de grupos e sobreposição entre domínios de aprendizagem. Com base em evidências da ciência cognitiva, neurociência e genética, o documento propõe uma estrutura alternativa.

Para os autores objetivo geral de estudar as habilidades acadêmicas das crianças, como leitura e aritmética, é restringir estratégias baseadas em evidências para promover e treinar os mecanismos neurocognitivos que sustentam o desenvolvimento das habilidades de leitura e aritmética. Para esse fim, a maioria dos estudos concentrou-se em déficits em crianças que pontuavam na extremidade inferior da distribuição, usando comparações entre grupos de baixo e alto desempenho. No artigo foram analisadas evidências que levam à conclusão de que uma estrutura dimensional multinível, multifatorial é muito superior em comparação a forma que tem sido estudado.

Como o desenvolvimento não é um processo estático, predeterminado, que se desenvolve na mesma taxa e pelas mesmas rotas para todas as crianças, são necessários estudos longitudinais que permitam a investigação de processos dinâmicos e probabilísticos. E, embora seja seja uma proposta metodológica difícil de implementar (e tb cara), é necessária para uma melhor compreensão desses quadros.

Somente investigando como os fatores de interação em vários níveis mudam longitudinalmente em sua associação com as habilidades acadêmicas (e, portanto, também com baixas habilidades acadêmicas), seremos capazes de obter mais informações sobre como as crianças adquirem, usam e alcançam o domínio das habilidades acadêmicas sobre o desenvolvimento.

FONTETrends in Neuroscience and Education | V17
Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Mais e quase tudo sobre minha história: Ana Leite, formada em Terapia Ocupacional na Universidade Federal de Pernambuco (Brasil). Minha experiência clínica como terapeuta é com a pessoa adulta e idosa com disfunção cognitiva que apresenta dificuldades na realização de suas atividades cotidianas. O processo de tratamento dos meus pacientes sempre envolveu intervenções que visavam a maior participação possível em atividades cotidianas significativas. As ferramentas utilizadas nesse processo incluíam orientações sobre adaptação do ambiente e da tarefa a ser realizada, organização de rotina e estimulação/reabilitação cognitiva. Tenho especialização em Tecnologia Assistiva, onde me instrumentalizei sobre o uso equipamentos e dispositivos que podem aumentar/permitir a funcionalidade. Fiz mestrado em Design, na linha de pesquisa de Ergonomia. Participei do desenvolvimento e validação de uma metodologia de avaliação do ambiente construído (MEAC). Na minha pesquisa estudei as variáveis arquitetônicas do ambiente moradia das pessoas idosas que residiam em ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos). Nesse processo pude acrescentar ao conhecimentos da Terapia Ocupacional esse olhar mais aprofundado sobre o ambiente de moradia. Assim, compreendendo melhor qual o impacto que o ambiente físico/construído possui no funcionamento diário das pessoas idosas. Sou criadora da primeira marca digital, em língua portuguesa, dedicada a produção/divulgação de conteúdo especializado no contexto de reabilitação, reab.me. Produzo conteúdos textuais e audiovisuais através da curadoria de revistas científicas e outras referências técnicas; edito conteúdos de colaboradores, profissionais de reabilitação, de diversas áreas, que escrevem para o reab. Além de assuntos técnicos, escrevo sobre questões relacionadas à saúde mental dos terapeutas, tendo em vista a crescente necessidade de falar de autocuidado e bem estar para os profissionais de saúde. Tema que tem surgido de forma crescente e preocupante nos bastidores de prática clínica e até em pesquisas. O reab.me edita, produz e distribui em loja digital própria (que vocês encontram aqui no site!), produtos para serem usados por profissionais, cuidadores formais e familiares no processo do cuidar. Os produtos desenvolvidos contam com outros profissionais que opinando, através dos seus conhecimentos específicos, e testando contribuem na co-criação desses produtos. Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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