Devemos estimular a crença do Papai Noel?

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Assim como eu acreditei em bruxas, fadas e duendes, acreditei em Papai Noel!

Não me lembro bem como foi descobrir que ele não era tão real como eu imaginava (isso não deve ter sido tão importante), mas o fato é, que eu jurava de pés juntinhos, que tinha visto ele sair no seu trenó, quando no dia seguinte contava sobre a noite de natal para os meus amigos. A fantasia é algo essencial para o desenvolvimento infantil, ela nos faz acreditar em sonhos e sonhos são o alimento da vida. 

Vem chegando o Natal e muitos pais têm dúvidas sobre o que dizer aos filhos a respeito do Papai Noel. Diante desse dilema, a psicanalista austríaca Melanie Klein (1882-1960) experimentou negar a fantasia aos seus rebentos. Ela acreditava que a realidade deveria prevalecer em qualquer circunstância. Mas, certo dia, deparou-se com um pedido dos filhos: eles queriam se mudar para a casa da vizinha. Intrigada, perguntou o motivo e encontrou a resposta: é que lá existia Papai Noel. “O caso está registrado em uma das contribuições de Klein à psicanálise e mostra que a fantasia é intrínseca à criança, queiram os pais ou não”, avalia Carolina Scheuer, Psicóloga Infantil.

Estudos voltados aos estágios de desenvolvimento infantil e descritos por Piaget, reforçam que as relações simbólicas (que vão dos 2 aos 6 anos) têm importância significativa no desenvolvimento do campo cognitivo, assim como auxiliam a criança a desenvolver novos esquemas mentais, a fim de saber resolver problemas enfrentados diariamente.

E se é fantasia…um dia ela acaba!

Sim, ao dar entrada no estágio de pensamento operatório concreto (por volta dos 6 – 7 anos) a criança reforça um pensamento mais lógico e daí, vai começar a se questionar sobre a veracidade deste bom velhinho que “lia suas cartinhas e deixava o presente na janela”, mas até chegar essa fase, a criança já reforçou suas estruturas emocionais através de momentos tão ricos em imaginação, criatividade e relações sociais, que mesmo sabendo que ele não existe de verdade, levará essa história de geração para geração, pois o grande legado disso tudo foi ter vivido a fantasia de saber que algo de bom aconteceria naquela noite de natal.

Beijos,
Michelle

 

Imagem: Steve Wilson

 

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1 COMENTÁRIO

  1. Quando eu era criança sempre me foi dito que essas personagens não existiam. Cresci com pena de não ter vivido essas fantasias e resolvi que com o meu filho seria dferente. Fizemos a carta ao Pai Natal, que todos os dias lhe deixa uma história ou um poema no calendário do advento. E eu vibro com tudo isso tanto quanto ele!

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