Para alguns, quanto mais brinquedos disponíveis para a criança, melhor. No entanto, o que pode parecer ideal para desenvolver novas habilidades, muitos brinquedos, provoca o efeito inverso.

Vamos a um exemplo:

Duas crianças brincando no meio de diversos brinquedos espalhados pelo chão, atrás deles pode-se observar uma cabana e um túnel

Observe a imagem acima e perceba a quantidade de brinquedos. Muitos, né? E o excesso de objetos gera uma condição onde fica mais difícil escolher o brinquedo e se se manter brincando. Assim, o brinquedo é menos explorado e, no final da contas, a criança tem menos oportunidade de desenvolver as habilidades que aquele brinquedo ou brincadeira proporcionaria.

A rotação de brinquedos é uma estratégia onde a criança tem acesso a um número pequeno e limitado de brinquedos. Deixe de 5 a 10, no máximo. E, de tempos em tempos (não existe regras quanto a peridiocidade) aqueles brinquedos serão substituídos por outros que estão guardados. Os brinquedos preferidos, um ou dois, podem até permanecer, sem problemas. O que importa é renovar, retirar os que estão acessíveis, guardá-los e trazer os guardados para  criança. O que importa é sempre manter o número.

Os brinquedos guardados são recebidos com a curiosidade de um novo brinquedo e são explorados mais uma vez e até de formas diferentes. Uma grande oportunidade para a criança!

A rotação de brinquedos é ainda uma oportunidade de reorganizar o (tão famoso e adorado) quarto de brinquedos, ou o espaço de guardar os brinquedos. Retirando os brinquedos do campo visual da criança, esse espaço vai ter a quantidade de estímulos reduzido, mais organização e até mais oportunidade de ensinar a criança sobre guardar (leia o post sobre os benefícios da rotação de brinquedos).

Leia aqui sobre dicas para facilitar a rotação de brinquedos!!

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Imagem Rawpixel.com
Imagem bearfotos

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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