Conhece os “5 Cs” da Telessaúde?

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Atualmente a assistência através das tecnologias de informação e comunicação (TICs) é um assunto que ganhou relevância. Aliás, ganhou o cotidiano de muitas famílias e profissionais de saúde. O conceito genérico para essa assistência é Telessaúde, mas também  pode ser conhecida como Telemedicina. Esta última nomenclatura mais usada quando se fala da assistência fornecida pelos profissionais médicos.

As informações contidas nesse post são do artigo publicado no no Journal of Parkinson’s Disease (vide fonte ao final do post). As perspectivas discutidas no artigo (e da #Parte2 deste post que será publicada na próxima semana) são observações pertinentes também à assistência também prestada por outros profissionais, como os de Reabilitação.

Segundo a publicação, os 4 C’s da Telemedicina são conhecidos:

Cuidado, Conveniência, Conforto e Confidencialidade.

Sobre o primeiro C, Cuidado.

A tecnologia pode tornar o atendimento, o cuidado, mais acessível aos indivíduos com doença de Parkinson. “Muitos, senão a maioria, não têm acesso aos cuidados devido à distância, deficiência ou simplesmente devido à ausência de médicos“.

O artigo cita que mesmo as clínicas sendo acessíveis a indivíduos com doença de Parkinson inicial ou leve, muitas vezes são inacessíveis àqueles com um estágio avançado da doença. E sobre o acesso ao cuidado, o artigo cita, assim como muitas referências na Telessaúde, do benefício que é “não haver distâncias” entre o profissional e a família/paciente. Vários outros programas demonstraram desde então a capacidade de alcançar indivíduos com doença de Parkinson avançada, incluindo aqueles em lares de idosos dos Estados Unidos, que representam até um quarto dos adultos mais velhos neste país.

Da mesma forma, muitos indivíduos com doença de Parkinson permanecem sem diagnóstico, especialmente em partes do mundo onde a demanda por atendimento excede em muito a oferta de especialistas. Em Pequim, por exemplo, a taxa de pessoas não diagnosticadas com doença de Parkinson é de 48%, e a China tem as taxas de aumento mais rápido da doença de Parkinson. Os smartphones, que estão cada vez mais onipresentes, podem expandir muito o acesso aos cuidados, conectando os necessitados a uma ampla gama de médicos globais.

O segundo C, Conveniência.

Segundo o artigo, além de aumentar o acesso, a telemedicina torna o atendimento mais conveniente. Estudos demonstraram que uma visita típica de 30 minutos ao consultório para a doença de Parkinson consome mais de quatro horas para pacientes e cuidadores. A grande maioria desse tempo é gasta viajando e esperando. Visitas de telemedicina economizam dinheiro, evitam muitos quilômetros de viagens difíceis para aqueles com capacidade de direção prejudicada e reduzem o risco de quedas e acidentes.

Os próximos “Cs” serão publicados na próxima semana. =)

Leia mais:

FONTEJournal of Parkinson's Disease,
Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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