Conhece os “5 Cs” da Telessaúde? #Parte2

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Explicamos os 2 primeiros “Cs”  da Telessaúde/Telemedicina na primeira parte deste post (clique aqui) e agora vamos aos próximos 3 “Cs” que falam das qualidades/benefícios do uso das tecnologias de comunicação e informação para a assistência.

Terceiro C, Conforto

A telemedicina permite que os pacientes sejam avaliados no conforto de sua própria casa. De muitas maneiras, a telemedicina representa a segunda geração do atendimento domiciliar clássico. Na década de 1930, 40% dos encontros médico-paciente ocorreram em casa. A telemedicina permite que os médicos voltem a entrar em casa e examinem o paciente em seu próprio ambiente natural. Essa configuração pode fornecer melhores percepções sobre como os indivíduos funcionam em suas vidas diárias. A telemedicina oferece uma compreensão aprimorada das circunstâncias sociais e a possibilidade de uma experiência mais centrada no paciente.

A “assimetria de poder” entre pacientes e médicos pode ser reduzida porque na telemedicina ambas as partes estão sentadas no nível dos olhos e ambas operam em seu ambiente. Além disso, a maioria dos pacientes e familiares preferem o conforto e a conveniência das visitas de telemedicina.

Quarto C, Confidencialidade

Embora a privacidade e a segurança das visitas de vídeo e as plataformas que as suportam sejam sérias preocupações, as visitas virtuais oferecem uma forma diferente de confidencialidade. O atendimento presencial em uma clínica de transtornos do movimento transmite a todos os presentes: “Eu tenho um distúrbio neurológico”. A confidencialidade oferecida pela telemedicina pode ser extremamente importante, não apenas para indivíduos assintomáticos em risco (genético) de doença de Parkinson, mas também para o grande grupo de indivíduos que não estão (ainda) prontos para compartilhar seu diagnóstico com outros.

Além dos 4 Cs, já conhecidos da telemedicina (e da telessaúde como um todo, quando pensamos nas assistências de profissionais de saúde), a Pandemia trouxe um quinto C, Contágio.

O COVID-19 forçou a transição rápida da assistência presencial à assistência virtual para minimizar a propagação da doença infecciosa, para proteger os indivíduos presumivelmente mais vulneráveis ​​com a doença de Parkinson (dentre outras condições de saúde, claro).

(Leia: Os efeitos do confinamento nos sintomas neuropsiquiátricos na doença de Alzheimer durante a crise do COVID-19)

O artigo coloca que como resultado dessa mudança, muitos médicos e pacientes experimentaram a telemedicina pela primeira vez. O número de visitas de telemedicina aumentou dramaticamente e agora representa a grande maioria dos encontros clínicos para pacientes com doença de Parkinson. Dada a incerteza sobre COVID-19 e o potencial para surtos recorrentes, a telemedicina provavelmente continuará a ser uma parte importante do tratamento de Parkinson.

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Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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