Deixa eu te mostrar o que é SER AUTISTA! Conheça duas histórias em forma de documentário e vídeo

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O Transtorno do Espectro Autista (TEA), também chamado de Desordens do Espectro Autista (DEA ou ASD em inglês), recebe o nome de espectro (spectrum), porque envolve situações e apresentações muito diferentes umas das outras, numa gradação que vai da mais leve à mais grave. Todas, porém, relacionadas com as dificuldades de comunicação e relacionamento social, diferindo apenas em intensidade.

São essas diversidades de apresentação e gradações que faz desse transtorno um dos mais complexos de serem diagnosticados. Existem pessoas autistas que não conseguem desenvolver nenhum tipo de contato social (alguns não desenvolvem a fala), entretanto, existem outras pessoas diagnosticadas com menos restrições de comunicação, e até mesmo com habilidades acima da média.

Hoje resolvemos dedicar o post a duas pessoas diagnosticadas com o TEA e que conseguiram ir além do cuidado com eles mesmos, conseguiram gerar algum impacto na sociedade para auxiliar pessoas na mesma condição, assim como, familiares e amigos.

Primeiro vamos falar de Júlia Balducci de Oliveira, diagnosticada com Síndrome de Asperger, um distúrbio do espectro do autismo. Formada em Cinema, aos 24 anos anos, participou da produção de um documentário que diz muito sobre o seu próprio cotidiano, idealizado pelo psiquiatra Marcos Tomanik Mercadante o documentário foi intitulado de “Em Busca de um Novo Caminho — Desmistificando o Autismo” e lançado pela ONG Autismo & Realidade, em 45 minutos ele relata o desenvolvimento do cérebro social relacionando à compreensão do cérebro autista. Júlia participou do trabalho atuando como assistente de direção e imprimindo uma visão mais realista sobre o tema. Clique aqui para acessar o link da página do Zero Hora que fala um pouco sobre Júlia e sobre o documentário em que ela trabalhou. 

julia

E também temos como exemplo o jovem nova-iorquino Alex Olinkiewicz, também diagnosticado com TEA. Aos 16 anos decidiu gravar um vídeo e colocar no Youtube para falar um pouco sobre sua vida e o seu dia-a-dia convivendo com o TEA. No vídeo ele afirma “Provavelmente, eu aparento ser um adolescente típico e até mesmo maduro mas o que me faz ser meio esquisito é que, por eu se metade autista e metade não autista, eu tenho a maturidade de um rapaz de 16 anos bem crescido, mas também tenho o comportamento típico de um menino de 6 anos. O problema é que algumas pessoas acham que sou esquisito, porque também tenho o comportamento tipicamente infantil .” E assim, Alex desenvolve toda uma narrativa sobre sua vida e seu cotidiano. Auxiliando pessoas que vivem com o mesmo transtorno, fazendo com que elas se identifiquem com as situações que ele narra e concedendo informações a pessoas leigas sobre o tema, educando-as e sensibilizando-as. Ficou curioso para conhecer Alex? Assista o vídeo abaixo:

Você tem outros exemplos de pessoas que mostram o que é ser autista? Ou quem sabe, você quer explicar com suas palavras o que é ser, conviver com pessoas com autismo? Comenta!! Queremos levar suas informações e relatos e milhares de profissionais e familiares que acompanham o reab.me! =)

imagem: arquivo pessoal

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13 COMENTÁRIOS

  1. https://m.youtube.com/watch?v=C8FT5J6mk5o
    Esse não é só um vídeo, mas um canal inteiro (além do tumblr: neurowonderful). No link eu escolhi o vídeo mais “pessoal”. Amythest foi diagnosticada já adulta, ela já contou no seu tumblr o tanto que teria sido melhor saber desde de criança (nem tanto pela “intervenção precoce”, mas mais pelo conhecimento de porque ela era tão diferente dos outros). Nesse canal do Youtube, ela faz uma série de vídeos sobre autismo e tudo que envolve autismo (e todo mundo que fala inglês tem obrigação de assistir, rs)

  2. Sugiro o excelente trabalho do site Autismo em Tradução http://autismoemtraducao.com/ que traz vários textos de autistas traduzidos para o português, por exemplo: Ido Kedar, Amy Sequenzia, Emma Zurcher-Long, Nick Walker, Tito Mukhopadhyay, entre outros. Além disso, traz os links de vários blogs e videos em inglês, que quem sabe o idioma pode ir mais além e conhecer mais. 😉

  3. Eu tenho meu anjo autista que agora irá fazer 10 anos. Muitos que não o conhecem direito ou estou vendo pela primeira vez dizem que ele não é. Pois ele é simpático, educado, fala muito e muito mesmo, um furacão rsrs… mas eu e ele sabemos bem das dificuldades, incompreensão, e tudo que faz parte do nosso dia-a-dia. Inclusão na escola, acompanhamento clínico entre outros. Sou grata por ter meu filho pois aprendo todo dia com ele.

    • Também tenho um filho de 6 anos diagnosticado aos 3 e as pessoas olham a dizem que ela não tem nada! Mas nós que convivemos diariamente sabemos das dificuldades que ele enfrenta no dia a dia, falta de compreensão de algumas coisas. Mas faço tudo por ele e para o bem estar dele. Agradeço a Deus pelo filho que tenho! 💙💙💙

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