Como tornar atividades escolares e terapêuticas mais acessíveis?

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A acessibilidade de materiais gráficos considera as características do que está escrito, precisa ser lido ou comunicado e que influenciam no desempenho.

Compete às normas relacionadas com a temática gerar diretrizes que podem favorecer esse processo de acessibilidade às informações que estão no papel e que servem para tornar práticas escolares e terapêuticas mais acessíveis (tornando-os mais fáceis de ler, compreender e escrever).

Vamos elencar aqui algumas fontes que pesquisamos e seus principais tópicos:

O primeiro artigo é o “Análise de atividades escritas para crianças com Síndrome de Down“, 2018:

Neste artigo, voltado principalmente para educação infantil de crianças com dificuldades de aprendizagem, são apresentados alguns objetivos escolares que devem ser trabalhados em diferentes fases do desenvolvimento infantil, além de sugestões de dinâmicas de atividades (ligar, pintar, cobrir) e diretrizes para criação de atividades gráficas acessíveis, como:

  • As letras devem ser contrastantes (papel fosco, branco e com letras pretas)
  • Fontes com o tamanho entre 14pt e 16pt
  • Fonte da letra pode ser maiúscula ou minúscula (com algumas contradições na literatura, recomendando principalmente fontes não serifadas e padrão de CAIXA ALTA)
  • Deve-se preferencialmente fazer o uso de frases curtas e diretas
  • Evitar palavras ambíguas
  • Só utilizar imagens que são essenciais para realização da tarefa, evitando distratores
  • Recomenda o uso de até duas atividades por folha
  • Transmissão de informações por etapas
  • Espaçamento
  • Recomenda-se conhecer o perfil e interesses de quem irá realizar a atividade, para tornar a atividade significativa e funcional para quem faz

Outro artigo foi o “Propostas de Diretrizes para Avaliação de Objetos de Aprendizagem Considerando Aspectos Pedagógicos e Técnicos” 2010.

O artigo, como o título já diz, aborda as principais diretrizes que devem ser seguidas durante a confecção de uma atividade (principalmente escolar), falando dos desafios que devem ser propostos durante a realização das mesmas para melhor aprendizagem do conhecimento.

(Apesar de algumas recomendações aparecem em diversos artigos, vamos deixá-las topificadas em cada um deles que reforça a importância desses tópicos).

  • Recomenda que as perguntas devem ser apresentadas em frases curtas
  • Deve reforçar o conhecimento a cada pergunta proposta
  • Sugere a alternativa de trabalhar com recompensas (sociais, entre outras…)
  • Propõe que as atividades sejam co-dependentes
  • Sugere que as atividades incentivem a memorização das etapas e conteúdos
  • Supõe que exista a interação de pessoas durante a realização da mesma
  • Deve-se propor desafios sem gerar ansiedade ou frustrações
  • As ilustrações devem ser empregadas para ilustrar conceitos e explicações ao invés de apenas decorar as páginas
  • A presença excessiva de imagens pode gerar sobrecarga cognitiva
  • Devem existir contrastes entre página e letras
  • Fontes adequadas para cada pessoa, visando sua necessidade individual
  • Os textos devem ser alinhados à esquerda

O documento “Universal Design for Learning (UDL) Guidelines: Full-Text Representation
Version 2.0″, 2011 aborda um padrão “universal” para a organização e aplicação de atividades grafomotoras, dentre os tópicos sugeridos:

  • Propõe que todos os elementos apresentados na atividade (texto, símbolos e imagens) sejam visualmente confortáveis para leitura e compreensão
  • Reforça a importância de contraste entre letra e papel, sendo  a melhor sugestão letras pretas em papel branco fosco
  • Colocar cores ou Negrito em informações importantes
  • Ter atenção para atividades que demandam de recursos audiovisuais, sobre a qualidade de imagem e áudio
  • Velocidade na apresentação de recursos audiovisuais
  • Deve-se optar por imagens que tenham contornos bem definidos e facilmente compreensíveis
  • Adequar fonte e tamanho de letras para conforto do leitor
  • Adotar apenas imagens essenciais para reforço da informação passada pela atividade
  • Evitar termos e expressões não habituais
  • Usar de checklist ou tópicos para facilitar a organização da leitura e realização da atividade
  • Usar do CONTEXTO para individualizar e dar significado ao material
  • Oferecer fedebacks
  • Propor novos desafios

Os artigos citados, mesmo voltados principalmente para o objeto de aprendizagem na escola, pode E DEVE ser utilizado também no contexto terapêutico e de reabilitação, visando promover um melhor conforto e desempenho da atividade por quem irá realiza-la.

Gostou? Tem algum artigo ou livro para nos indicar? Deixa aqui nos comentários ou entre em contato via email joyce@reab.me Ah! Compartilha por aí, quem sabe você ajuda mais profissionais e principalmente, seus clientes.

Em algumas pesquisas para criação dos “produtos do Reab” identificamos o quão importante é falar sobre a acessibilidade de atividades que demandam da leitura e escrita.
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