Como os gurus da tecnologia oferecem telas aos filhos?

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Os grandes do Vale do Silício têm filhos, mas antes de falar deles, falarei de nós, reles mortais. Sou mãe, “sou cansada” e tenho tablet em casa. Sou profissional de comunicação, sou estudiosa e compartilho o que dizem pesquisas, profissionais clínicos e outras referências. Tento ponderar, seguir o preceito do “menos ferro e mais arame”, ou seja, flexibilidade. Isso é pessoal, é real na minha vida e se aplica às telas. Mas na vida de quem é pai, mãe e produz a tecnologia pode ser diferente.

Se tomarmos como referência esses pais que pensam, produzem e vendem a tecnologia que transforma a sociedade do século XXI, a vida dos filhos deles pode ser sem tecnologia até o ensino médio. Pasme, mas é assim. Em uma escola particular no Vale do Silício onde são educados os filhos de administradores da Apple, Google e outros gigantes tecnológicos, as telas só entram quando as crianças chegam ao secundário. Enquanto escolas de todo o mundo se esforçam para introduzir computadores, tablets, quadros interativos e outros prodígios tecnológicos, eles apostam em escolas diferentes.

E por que eles pensam assim? Eles sabem que o que desencadeia o aprendizado é a emoção, e são os seres humanos que produzem essa emoção, não as máquinas. Criatividade é algo essencialmente humano. Se você coloca uma tela diante de uma criança pequena, você limita suas habilidades motoras, sua tendência a se expandir, sua capacidade de concentração. Se ela desenha um círculo, ele sai perfeito e onde está o aprimoramento para chegar lá. É isso que apoia essa decisão desses gurus digitais aliado a clara realidade que o resultado final do impacto das telas só teremos mais na frente.

A verdade hoje é que os benefícios das telas na educação infantil são limitados, enquanto o risco de dependência é alto. Li esses fatos em uma postagem no site do El País e acho que vale a reflexão dos pais, profissionais e cuidadores das crianças que vivem, como eu, a cinzenta fase da tecnologia.

Quem quiser ler a reportagem completa, ela está no site do El País com o título “Os gurus digitais criam os filhos sem telas”.

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Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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