Como explicar a morte de um ente querido a uma criança com Autismo

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“Quando devo começar a falar com o meu neto sobre a doença de seu avô que resultará em morte? Qual a melhor forma de abordar o assunto? Obrigado por sua ajuda .”

Assim começou um post de um blog chamado “My Asperger Child”. Achamos que seria interessante trazer essa resposta, bem como esse assunto para o Reab.me, já que tantos que nos acompanham devem ter essa mesmo questão presentes em suas vidas.

E a resposta foi..

“Quanto mais cedo melhor. As crianças , mesmo aquelas com espectro do Autismo, geralmente sabem mais do que seus pais e avós acham. Você pode avaliar o que a criança sabe de acordo com as perguntas que ele faz.  Se ele perguntar , por exemplo : “Será que o vovô vai morrer ?” Ele pode não querer ouvir: ” Todo mundo vai morrer um dia”,  em vez disso, este pode ser um sinal de que ele sabe que a condição do avô é risco de vida.

Uma comunicação aberta e direta é recomendada em todos os momentos. Se você evitar perguntas da criança, ele pode pedir essas respostas a alguém ou resultar em ansiedade desnecessária para a criança que fica sem a resposta, mas continua com a dúvida. Reconhecer a necessidade de resposta, em vez de ignorar perguntas, pode construir a confiança e mostra a criança que as suas preocupações são importantes. (O que aumenta a confiança e com ela a probabilidade de que ela virá até você com perguntas futuras).

Então, ser honesto e concreto nas discussões sobre a morte e o morrer . Evite eufemismos. Nós usamos eufemismos para evitar assuntos desagradáveis, mas as crianças com Asperger e Autismo podem não entender essa linguagem que exige abstração. Por exemplo, se você disser a seu neto ( depois da morte de seu avô ), que “o vovô está dormindo”, ele pode esperar avô de acordar. Se você , em seguida, dizer que “o vovô não pode acordar “, o seu neto pode ter medo de ir dormir e não acordar.

Embora as certas palavras sejam difíceis de dizer, usar termos como ” morrer” e  “morto “. Além disso, você pode procurar livros sobre o tema da “morte de um ente querido ” ou criar algumas histórias em torno desse momento que ajudam a criança a entender. ”

O que vocês acham? Concordam? Comentem sobre esse assunto, afinal seu comentário pode ser uma importante orientação para quem está passando por esse processo.

fonte: myaspergerschild.com

 

Veja também: 

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Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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