Como ajudar terapeutas a construir uma base sólida de conhecimento na ERA DIGITAL

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Quem faz curadoria e produção de conteúdo na internet para profissionais de saúde deve “entregar pronta” a informação sobre técnicas, recursos e tratamentos?

Independente da sua resposta/crença em particular, a atenção de quem produz conteúdo para um nicho da saúde deve passar sempre por alertar aos leitores que “informação não é conhecimento“. E atender um paciente exige conhecimento.

Quando comecei a trabalhar com produção de conteúdo para o nicho da reabilitação recebi críticas veladas sobre a “ousadia” de trazer para um meio “público” (na época um “blog”) informações que estavam nos livros, nos artigos, ou seja, na fonte da prática acadêmica. Minha reposta foi “tenho cuidado e sempre ‘reproduzo’ o que já está online”. Afinal, os bancos de dados de livros e artigos digitais já existiam, só que eram consultados por quem estava na academia.

Hoje sei que é inevitável que essa informação sobre questões técnicas da saúde sejam divulgadas, afinal Instagram virou fonte de pesquisa e estudante de saúde pode virar influenciador digital. Cabe a quem lê transformar tudo o que lê, vê e ouve em conhecimento técnico.

Vivemos tempos delicados na informação, vivemos tempo de resgate de cuidado. O que neste caso, seria o cuidado para a informação virar conhecimento; e, isso só é possível se lembrarmos que temos sempre que buscar várias fontes para aprofundar nosso conhecimento sobre um determinado aspecto e buscar sempre a fonte do que estamos lendo (essa última questão é básica, mas precisa ser lembrada, afinal quem é essa pessoa que está me dando a informação, baseada em que ela fala isso…).

Sinceramente acredito em toda forma de conhecimento e na validade da troca, do compartilhamento. Mas eu preciso lembrar a quem produz conteúdo e a quem o consome que “dar a informação pronta pode ser tirar de quem lê a oportunidade de construir uma base sólida de conhecimento”.

imagem: free pik

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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