O material gráfico oferecido ao aluno precisa ser pensado e confeccionado de forma que ele consiga compreender a informação, ou seja, acessá-la.

Pensando que o material gráfico pode ter barreiras que interferem na hora de aprender, é fundamental identificar os fatores que limitam a compreensão da mensagem transmitida graficamente, analisando seus elementos e verificando sua acessibilidade. Pois é, a acessibilidade da informação!

Existem algumas estratégias que podem facilitar o desempenho na execução das atividades escolares, bem como na aprendizagem. A confecção ou escolha das atividades precisam ser criteriosamente avaliadas, sendo respeitados os critérios de uma atividade legível, sem muitos estímulos visuais (distratores), organizada e objetiva (sem a famosa “casca de banana”).

Recentemente, o conceito de desenho universal, originado na arquitetura, passou a ser utilizado em outras áreas, como na Educação e apresenta-se como uma via para democratizar o acesso aos materiais e serviços, considerando as necessidades específicas das pessoas. E, neste contexto, pode-se pensar especificamente em alunos como os com déficit intelectual.

O Guia Para Desenho Universal Para Aprendizagem, inclui três princípios básicos para acessibilidade na educação, dentre eles:

1) oferecer diferentes opções de apresentação do material
2) oferecer diversas possibilidades de ação e expressão, de modo que o aluno tenha oportunidade de mostrar o que aprendeu (vai responder de forma escrita? Desenhos? Oralmente?)
3) oferecer variadas formas para promover o engajamento na atividade, que estimule o aluno a se interessar pela aprendizagem

Além dos princípios básicos citados acima, existem outros tópicos que devem ser observados e lidos atentamente:

1) A origem da atividade: O aluno compreende melhor atividades impressas ou escritas à mão? Atividade pode exigir um alto nível de coordenação motora (lápis, cortar, ligar) ou deve apresentar pouca dificuldade (pintar com tinta, colar bolinhas)? Para escrever, prefere auxílio visual ou auditivo? Grau de dificuldade na compreensão e escrita (palavras dissílabas, trissilabas…);

2) Análise da acessibilidade: Considere o tipo de papel (brilhoso/fosco; branco/colorido); Organize pistas visuais como “figura de uma BOLA” ao lado da balavra “BO__” para completar (contrastantes, em destaques e sem distrações); Fonte e tamanho da escritas (dê preferência a letras em “caixa alta” com fonte de tamanho mínimo 16); A informação principal deve estar em negrito; Delimitar espaço para resposta;

3) Avaliação da resposta, considerando o material utilizado: Se precisou usar materiais que facilitam a coordenação motora como tinta, giz de cera ou colagem; Se respondeu corretamente; Se escreveu no local onde foi delimitado.

A adaptação das atividades escolares não se resume aos materiais gráficos ou as soluções de acessibilidade apresentadas neste post.

Além disso, temos que lembrar que a intervenção terapêutica feita neste sentido deve também incluir orientações aos pais, cuidadores e profissionais da escola.

ATENÇÃO!!! É necessário acreditar SEMPRE no potencial do aluno, abrindo mão de qualquer preconceito sobre sua capacidade!

Lembre-se, a confecção e adaptação de materiais exige uma prestação de serviço por profissionais habilitados, eles irão avaliar a atividade de acordo com as necessidades e potencialidades do estudante.

Imagem Freepik

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