Atividades para pessoas com Alzheimer: como descobrir o que o idoso gosta?

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A compreensão da pessoa com Alzheimer como alguém único é super importante para todo o cuidado do dia a dia. Precisamos nos preocupar não apenas com os remédios que são prescritos para ele, com a comida do jeito que ele gosta, mas também com as atividades que fazem sentido para ele. Tudo precisa ser pensado para aquela pessoa única que é cuidada por você e por vários profissionais.

Esse cuidado (porque isso também é cuidar!) de personalizar as atividades que são feitas com e para a pessoa com Alzheimer pode parecer simples, mas não é algo tão fácil de executar se pensarmos que a melhor pessoa para falar o que é importante para ela (no caso a pessoa com a demência) pode não estar mais em condições de responder; seja por não lembrar, seja por não conseguir expressar.

Organize um roteiro de entrevista que você pode usar com quem conhece o idoso há mais tempo que você. Os filhos, o cônjuge, pessoas que trabalham na casa e até os objetos do idoso podem te ajudar a ter “pistas” para saber o que é importante para ele e que você pode usar na hora de cuidar.

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Lembre-se que toda pessoa, que venha a ter Alzheimer ou não, tem uma história de vida (que inclui família, cuidado, lazer). E que nessa história ele teve relacionamentos com várias pessoas (familiares e pessoas de fora da família). Ele tinha uma rotina quando adulto e dentro desse dia a dia ele fazia, como você faz, coisas que ele gostava. Inclusive, na hora de montar essa “entrevista” com as pessoas que podem te dar essa informação, pense sobre o que você gostaria que as pessoas soubessem de você; o que você gosta e gostava de fazer? quais as pessoas, lugares e memórias que você tem e são inesquecíveis?

Com essas informações em mãos você poderá usar na rotina de cuidados com idosos atividades que fazem sentido para ele: o jogo de xadrez que ele gostava de usar; as músicas que ele escutava na juventude; usar fotos de viagem que você descobriu que eram muito importantes para ele ou chama-lo para participar na hora de fazer um bolo porque era isso que ele gostava de fazer quando não tinha a doença.

É isso: você tem que descobrir também quem era essa pessoa antes da doença! Ah, e nunca deixe de tentar conversar e fazer também essa pergunta ao idoso!

Leia também:

Lista de atividades para pessoas com Alzheimer e outras deficiências cognitivas

Atividades para a rotina de estimulação da pessoa com Alzheimer

 

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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