Atividades para idosos: a importância da comunicação do cuidador

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Sugestões de exercícios ou atividades para os idosos são sempre uma busca para quem cuida dessa população. No entanto, além das dicas do que fazer com o idoso, sempre precisamos estar atentos à forma de conduzir esse momento de estímulo ao corpo e a mente.

A comunicação pode ser a chave para a compreensão do que é pedido no exercício ou atividade. O cuidador precisa sempre estar atento a forma de falar, a postura que adota e as palavras que usa. Lembrar de falar em um tom de voz audível pode ser bastante importante. Sabemos que muitos idosos pelo processo do envelhecimento pode apresentar dificuldades para escutar. E, aqui vale o lembrete: se o idoso usa aparelho auditivo sempre verifique se o mesmo está usando no momento da atividade/exercício.

Temos que lembrar que uma boa postura pode significar estar no campo de visão do idoso. Sentar à frente ou ao lado. Muitos cuidadores e profissionais se colocam ao lado do idoso pelo tipo de mobiliário ou espaço em que a atividade acontece, mas ficar na frente pode garantir uma melhor visão. Assim, é possível notar o comportamento do idoso durante a atividade ou exercício e conseguir conduzir melhor um momento de dúvida.

As palavras usadas também precisam de atenção. Precisamos adaptar nossa linguagem ao que faz sentido para o idoso. Usar palavras que ele não conhece durante as orientações dadas sobre a atividade ou exercício pode interferir no desempenho; podendo até ser confundido com uma piora das funções mentais.

Estando atento a esses detalhes da comunicação o cuidador pode ter mais sucesso nos momentos da estimulação, bem como no cotidiano. E isso é válido para os momentos de conversa, para as atividades diárias ou instrumentais.

Atualmente, estamos vivendo o contexto de isolamento social do idoso em decorrência da pandemia do Coronavírus. Muitos idosos podem estar cientes de todo o cenário, mas outros por suas fragilidades e condições de saúde podem precisar de conversas que o ajudem a compreender o cenário de cuidados e de mudança social que o mundo está vivendo.

Sejamos compreensíveis na hora de falar. Falar e escutar também é cuidado ao idoso.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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