“Atividade como meio” e “atividade como fim”. Será que você usa o termo corretamente?

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Uma importante lição para quem trabalha com atividades escritas e jogos pode ser aprendida com quem estuda e vive a Terapia Ocupacional. O termo atividade hoje ganhou espaço e mídia em várias especialidades, mas para quem o usa é necessário saber que:

O termo “atividade” pode ser empregado de duas formas, como meio e como fim!! E aqui está a explicação:

1. A atividade como “meio” significa que ela é instrumento, recurso, ferramenta para conseguir estimular/reabilitar vou manter funções (sejam elas físicas, cognitivas, etc). Um bom exemplo de atividade como meio, são as atividades escritas, também chamadas exercícios cognitivos, que podem ser usados em contextos de treino em que se trabalham as funções mentais.

2. A atividade como “fim” está relacionada às ocupações, as atividades cotidianas que estão relacionadas com nossa identidade e papéis. Parece complexo, mas basta olhar a vida de uma mãe e todas as inúmeras atividades que ela executa para prover cuidado. A Terapia Ocupacional objetiva, sobretudo, a maior participação possível do cliente nas ocupações que são significativas e necessárias para ele. Onde existe um trabalho e T.O sendo feito, existe um objetivo de participação nas ocupações.

Bons exemplos da atividade como fim são: a criança participando do que envolve estar na escola ou que o idoso que participa das compras de casa indo ao supermercado; Independente de diagnóstico, o que as pessoas buscam na vida é se envolver em atividades, ocupações… das mais simples às mais complexas! “E quando o T.O usa uma atividade do cotidiano, tipo a culinária, em um ambiente de consultório? Essa não é a participação final, aquela que acontece na vida real”. Neste caso, a atividade é o meio de trabalhar os objetivos da terapia que levarão à participação no cotidiano.

Usemos nossas atividades, sobretudo apropriados dos que elas podem significar! Em especial, se estamos todos em contextos de reabilitação.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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