As expressões faciais são influenciadas pelo contexto e cultura, diz estudo

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Embora as expressões de terror, alegria, raiva, tristeza ou repulsa no rosto pareçam facilmente reconhecíveis para qualquer um, um estudo internacional questionou se essas emoções são universais, contradizendo a teoria das emoções básicas desenvolvida por Paul Ekman, em 1960, que estabelecia que as expressões faciais das emoções tinham um componente biológico e universal.

Os pesquisadores realizaram dois estudos em uma sociedade indígena isolada na Papua Nova Guiné localizada nas Ilhas Trobriand. No primeiro, foi convidado um grupo de adolescentes espanhóis dessas ilhas que atribuíssem emoções a um conjunto de fotos previamente identificadas em estudos de psicologia. Ao comparar os resultados de ambos os grupos, os resultados mostraram que os adolescentes associaram um sorriso com a felicidade, mas para outras emoções não houve consenso, como o significado de franzir a testa ou de expressão neutra.

No segundo teste, os dois grupos coincidiram ao identificar os olhos arregalados e os lábios entreabertos com o medo. No entanto, quando os adolescentes tiveram de seleccionar o rosto que mais parecia ameaçador, os indígenas não hesitaram em escolher aquele marcado como “medo”, ao passo que os espanhóis escolheram um rosto com a testa franzida, identificado como “irritado”, mostrando que a expressão de emoções é influenciado pelo contexto e cultura.

Para mais informações: Carlos Crivelli, James A. Russell, Sergio Jarillo, and José-Miguel Fernández-Dols The fear gasping face as a threat display in a Melanesian society (2016)

 

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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