Aprenda 5 brincadeiras Inclusivas!

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Nada melhor do que brincar não é mesmo? E que tal aprender 5 brincadeiras inclusivas para juntar toda a criançada?

  1. Pintando Tudo

Quem não gosta de brincar com tinta? A tinta além de fornecer um ótimo estímulo sensorial, pode ser usada de diferentes formas.

A ideia aqui é pintar livremente em um grande painel que pode ser feito de cartolina, papel 40 quilos ou uma tela, ficando no chão, onde as crianças pintem livremente. Vale pintar com as mãos, com os pés e pode ser intermediado pelos mais criativos pincéis: legumes, vegetais, folhas e temperos, já experimentou?

Crianças com deficiência visual terão uma deliciosa interação com a pintura. E as texturas dos pincéis inventados, como um ramo de alecrim ou um algodão podem acrescentar a variedade tátil. Uma possibilidade de adaptação, para delimitar o papel, é fazer com contorno com cola que tem relevo, cola quente ou até com grãos colados. Esse contorno pode ser feito com arroz, macarrão ou feijão!

Pensando em adaptação para crianças com alguma deficiência física é engrossar o pincel com EVA ou “macarrão/espagueti fino de natação”. Se necessário, pode-se o próprio pincel na mão da criança. Existem adaptações próprias para isso. Nesse quesito de “adaptação” recomendamos que fale com um terapeuta ocupacional especialista em tecnologia assistiva para que a adaptação seja personalizada e alcance seu objetivo.

  1. No fundo da areia

Que tal colocar a areia dentro de uma bacia grande e esconder alguns objetos? Pode ser um boneco, um lápis, uma peça de jogo, bola de gude. Use a imaginação! A criança deve ficar sentada e de olhos fechados, devendo colocar os pés ou as mãos dentro do balde e identificar o que está escondido!

Uma rede, que pode ser feita de peneira, pode ajudar àquelas crianças que precisam de adaptação para coordenação ou preensão (o “pegar”).

Dica: Colocar todo mundo para vivenciar o “não enxergar” pode ser uma forma inclusiva de conscientizar a criança das diferenças.

  1. Fantasias

Explorar a imaginação das crianças é muito importante, e que tal estimular esse lúdico brincando de faz-de-conta? Podem ser usadas máscaras, tecidos, roupas, fantasias, chapéus e acessórios! Deixem as crianças escolherem livremente e criarem sua própria história!

Caso alguma criança precise de ajuda para se vestir estimule que as outras crianças a ajudarem!

As fantasias podem se tornar inclusivas se pensarmos na substituição do botão pelo Velcro, bem como possíveis outras adaptações que facilitem o vestir.

(Veja nosso post sobre substituição de botão por um botão falso de velcro!)

  1. Fui ao zoológico

As crianças podem ficar sentadas em uma roda onde deve ser passado um animal de pelúcia que represente um bicho do zoológico, passando de mão em mão a pelúcia deve parar apenas quando o adulto der um sinal sonoro ou visual indicando que se deve parar de passar a pelúcia; a criança que ficar com o animal pode imitar o som ou usar o seu corpo para imitar o animal! (aqui a criança fará o que estiver dentro das suas possibilidades para representar o animal).

Caso a criança tenha alguma deficiência física e escolha fazer o movimento, os colegas podem ajudá-la a executar o movimento! Sempre esteja atento para que tudo seja feito com segurança e naturalidade!

5.  Jogo da Memória

Que tal fazer um jogo da memória diferente? Podemos adaptar para a necessidade das crianças!

Para destacar as imagens podemos pegar as cartelas e demarcar o contorno com a tinta plástica, porque após secar ela vai ficar em alto relevo, fazendo com que crianças com deficiência visual possam identificar a figura!

Podemos também decorar as imagens com texturas, que  podem ser purpurina, algodão, lã e outros! Além desses elementos podemos escrever em tinta plástica o que a imagem representa ou usar o Braille!

Já para crianças com dificuldade de mobilidade, o próprio colega ou adulto presente pode virar a carta escolhida! A criança pode apontar qual seria a carta a ser escolhida, piscar ou falar! Então o facilitador vira a carta para a criança.

Aqui também vale lembrar que é possível fazer um suporte para cartas adaptado! Mais uma vez lembramos que um terapeuta ocupacional vai saber te orientar direitinho sobre a confecção e pertinência dessas (e de quaisquer outras) adaptações.

Essas brincadeiras foram retiradas e adaptadas do Guia do Brincar inclusivo.

Imagem: Freepik!

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