Ano novo: será que precisamos de vida nova?

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Pare e aceite o maior desafio: saber o que de fato te faz feliz. A cada dia dos 365 dias de qualquer ano somos uma mistura de tudo o que escolhemos ser, estar e fazer. Entender quem somos, onde estamos e de fato o que nos faz feliz nessa caminhada é a verdadeira concretização de sucesso (pessoal e profissional).

Um ano que começa nos dá a possibilidade de planejar, mas não pode e não deve ser um checklist de incríveis objetivos que nos farão mais felizes e deixarão o mundo melhor. Viver  conectado com o que há a cada hora em cada dia, e na possibilidade que ele nos dá de sermos melhores com a gente mesmo e com os outros essa vai ser a chave da tranquilidade.

Sejamos mais felizes reconhecendo, acolhendo e vivendo as variáveis de humor de dias chatos, neutros e surpreendentes que faz parte de toda semana. E tudo isso acontece em nós e naqueles que vivemos por horas a cada dia ou por meros segundos no trânsito. Olhemos essas pessoas (e a nós mesmos) com mais compaixão; os surtos de “comportamentos inadequados” são concretizações de fragilidades e momentos que o que está precisando melhorar transborda de dentro de cada um e atinge o outro. Sim, não é fácil receber esse “transbordamento do outro”, mas acredite é mais desafiador ser a pessoa que sente, que “se comporta mal”.

Todo dia 1 de Janeiro temos a possibilidade que temos todos os demais 364 dias do ano: acordar e seguir acolhendo, compreendendo e melhorando com nós mesmos e com o mundo. Inclusive, isso deve ser feito exatamente nessa ordem: primeiro conosco, depois com o outro.

E tenhamos a consciência que somos 1 único ser com variados papéis: somos mãe, pai, irmão, colega de trabalho, cuidador, terapeuta, somos gente. O que acontece em casa interfere no nosso trabalho e um dia de trabalho interfere sim na hora que estamos com a família em casa. Somos um, apenas um para lidar com tanto. Então, conecte-se verdadeiramente em olhar para si, descobrir o que importa para você e o que te faz bem.

Tenhamos gratidão por 2019; sigamos com compaixão por nós, pelo outro e acolhendo os desafios e prazeres de 2020. E que assim sejamos melhores terapeutas, cuidadores, familiares e amigos.

 

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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